Publicado por: luizerbes | maio 3, 2012

Memórias de uma guerra suja – o comentário

Nesta quarta, coloquei um post no blog sobre o livro “Memórias de uma guerra suja“, que traz o depoimento de Cláudio Guerra, integrante da repressão da ditadura com a incumbência de matar esquerdista, aos jornalistas Rogério Medeiros e de Marcelo Netto. O post rendeu alguns comentários, entre os quais este, de Marco Pollo Giordani:

“Nós, militares, encaramos os “arrependidos ou traidores” na pior escala da escória humana. Se esse ex-delegado resolveu contar coisas que fez e fez conscientemente durante o tempo que esteve na ativa, é porque, no fundo, é muito boçal e mau caráter. Por outro lado, se houve a matança que o mesmo alega, esta foi uma das melhores coisas que se podia fazer e que se pode ainda fazer se outra oportunidade dessas ocorrer no Brasil: comunista bom é aquele que jaz a sete palmos de terra.”

Mantive o comentário, mas creio que ele merece uma breve análise. Giordani repete o discurso extremista, usado ao longo do século XX por figuras como Hitler, Mussolini, Stalin, Pinochet, o senador norte-americano Joseph McCarthy (o pai do macarthismo) e até de grupos terroristas. Esse discurso diz, em última análise, que os fins justificam os meios. Todos eles, da direita norte-americana aos extremistas árabes, estão unidos neste aspecto. Os militares adotaram essa lógica, eliminando e torturando pessoas.

Essa lógica radical, defendida por extremista, não era escancarada aos quatro ventos até algum tempo atrás. Agora, figuras como Giordani ganham espaço tentando justificar um crime – o de matar gente em nome de uma ideologia. Mais, se vangloriam disso como se tivesse sido um caso de heroísmo. Não é. Torturar é um crime que não pode ser esquecido. Jamais. Sob pena de pessoas voltarem a apoiar gente como Giordani.

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Responses

  1. não acredito que o Marco Pollo(será esse o nome verdadeiro?) seja um militar. é uma burrice dizer o que escreveu, rivalizando com a doideira que deu no “seu” Guerra. até hoje não conheci militar burro. em tempo, também não sou militar e nunca apoiei a ditadura.

  2. Concordo Severino, é um pouco de burrice. E para evitar burrices dessas, é bom a gente esmiuçar a nossa história, conhecer ela, compreendê-la, para não repetir capítulos no futuro.
    Abraços


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