Publicado por: luizerbes | março 4, 2012

A poderosa indústria bélica americana de olho no Brasil

A indústria bélica norte-americana é poderosa, movimenta bilhões a cada ano (por conta dos gastos do governo americano com guerras, embora use a palavra “defesa”) e busca ampliar seus negócios mundo afora. Para isso, conta com lobby igualmente poderoso – que, mesmo com a crise americana, reduziu os cortes em seus negócios (as maiores reduções foram em soldados, não em armamento).

A entrevista da Folha com Richard Haass – que, segundo o texto, ocupou postos importantes em governos republicanos, e desde 2003 preside o Council on Foreign Relations (centro de estudos influente na política externa do seu país) – se insere neste contexto. Busca, no final das contas, levar o Brasil a ampliar os gastos militares, com o intuito de aumentar a venda de armas para o país.

Na entrevista, o diplomata fala em parceria. Alguns exemplos de parceria dos Estados Unidos na área militar são bem conhecidos, como Colômbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen, Coreia do Sul, Japão. Em todos eles, a indústria bélica abocanha bilhões de dólares e a interferência dos EUA em assuntos internos é grande.

O Brasil não precisa ampliar seus gastos militares, principalmente com um país que não honra seus contratos na área – o exemplo é o caso da Embraer. Em vez desses gastos, o Brasil deve investir em educação, saúde e infraestrutura. Em vez de transferir riquezas ao exterior, essa política vai estimular o desenvolvimento e reduzir a desigualdade social.

***

Sobre a questão, é interessante com a mídia tupininquim abre espaços para a defesa dos interesses norte-americanos. E, no caso dessa entrevista, as perguntas parecem ser de assessoria de imprensa: ou seja, apenas abrem espaço para o entrevistador expor suas ideias naturalmente.

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Responses

  1. epero que o Brasil seja soberano em suas decisões, e não cometa o mesmo erro de fortalecer a industria alheia, e afundando a propria em desgraça, caracteristica do governo tucano de privatizações, precisamos incentivar a industria belica nacional, devemos substituir urgente os equipamentos importados por nacionais assumir uma postura de lobo perante os lobos e de ovelhas metamórficas perante as ovelhas e acordar desta ideia de que tudo se resolve na conversa, o Brasil é rico e deve ter um braço forte não para espantar possiveis cachorrinhos mas cachorroes porque se prontos para cachorroes os cachorrinhos nem beiram rsrsrsrsrsr abraço a todos.

  2. Interessante aspecto: fortalecer a indústria nacional, para suprir a demanda que o país precisa. É melhor do que ficar refém da tecnologia dos outros.
    Abraços

  3. Americanos transferindo tecnologia de ponta para o Brasil, e o mesmo que ver Papai Noel voando no céu ou ser abduzido por um extraterreno, nem para seu parceiro, Ingleses e canadense eles fazem transferência imagina o Brasil.
    Como o caça F-18 pode estar no FX jamais os americanos transferiram qualquer tecnologia para seu quintal que e o Brasil.
    Acorda POVINHO Brasileiro Burro e bobo.


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