Publicado por: luizerbes | fevereiro 26, 2012

Aceite os números, combata o sistema

Na obra  “Superclasse: a elite que influencia a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo” (Rio de Janeiro: Agir, 2008), David Rothkopf afirma que “a riqueza somada dos cerca de mil pessoas mais ricas do mundo – os bilionários do planeta – é quase o dobro daquilo que têm os 2,5 bilhões de pessoas mais pobres”.

Confira alguns números do autor, disponíveis em matéria no portal Vermelho (leia aqui):

a) “em 1983, as quinhentas maiores empresas tinham lucros equivalentes a 15% do PIB global”; em 2008 a proporção passou “para 40%”, quase triplicando;
b) “a parcela de 10% dos americanos mais ricos detinha 85% de todas as ações em 2001, com o 1% mais rico controlando um terço de toda a riqueza dos Estados Unidos”;

c) “10% dos adultos do mundo detêm 85% da riqueza global, enquanto a metade mais desfavorecida da população do mundo fica com apenas 1% do total”; “os 2% superiores desse grupo detêm metade da riqueza do planeta, e o 1% mais alto possui cerca de 40%”;

d) os bilionários do mundo, cerca de mil indivíduos, “menos de 0,000015% da população mundial, detêm riqueza equivalente a quase duas vezes aquela dos 50% mais pobres”;

e) “as cem maiores instituições financeiras do mundo administram quase 43 trilhões de dólares, cerca de um terço do patrimônio financeiro global”;

f) as 250 maiores empresas do mundo respondem por “cerca de um terço do PIB global”;

g) “os países mais ricos do mundo, como os Estados Unidos, aqueles da União Européia e o Japão, são em média mais de cem vezes mais ricos do que os mais pobres, como Etiópia, Haiti e Nepal. Há cem anos, a taxa era perto de 9 para 1. Na verdade, a taxa entre o PIB do país mais rico de hoje em termos per capita, Luxemburgo, e o mais pobre, Guiné-Bissau, é de 267 para 1”;

h) nos Estados Unidos, “embora o percentual de aumento médio real da renda familiar entre 1990 e 2004 tinha sido de 2% para 90% dos lares americanos com menor renda, ela aumentou 57% para o 1% de maior renda, disparou 85% no caso de 0,1% que ganha mais, e até 112% para a camada mais alta de 0,01%. Ou seja, os mais ricos estão ficando ainda mais ricos duas vezes mais rapidamente do que os ricos”; “um fenômeno semelhante pode ser visto na Grã-Bretanha, onde os super-ricos viram sua riqueza aumentar entre 500% e 600%, enquanto os preços médios no varejo subiram apenas 60% no mesmo período”.

É o sistema em que vivemos – um capitalismo com um mínimo de regulamentação – que produz essa desigualdade. É hora de passar para uma próxima fase.
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