Publicado por: luizerbes | janeiro 24, 2012

O desemprego que só cresce no mundo

Em tempo sobre os tempos em que a gente vive, Slavo Zizek afirma que, com o aumento da produtividade resultado do Capitalismo,  “a oportunidade de ser explorado em um emprego de longo prazo agora é experimentada como um privilégio” (leia aqui). Em outro ponto, o filósofo afirma que o mundo não conta mais apenas com “os desempregados temporariamente”, mas também aqueles ” que não podem mais conseguir emprego e estão permanentemente desempregados” – e permanentemente excluídos.

E, em tempos de crise, essa exclusão apenas aumenta. Segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o mundo tem hoje 27 milhões a mais de desempregados do que um 2007.  Para a OIT, o ideal seria a criação de 600 milhões de empregos na próxima década, para absorver aos novos trabalhadores que a cada ano entram no mercado (cerca de 40 milhões) e, com diz o texto da Folha,  “lidar com o atual estoque de desempregados” (leia aqui).

Olhando para a economia mundial no atual momento, há pouca perspectiva de que esses empregos sejam criados. Aliás, apesar dos trilhões gastos para salvar sistemas bancários,  a crise persiste. Será que não o remédio receitado não está piorando o doente?

 

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