Publicado por: luizerbes | janeiro 11, 2012

Morte de cientista: sabotagem ou terrorismo?

Nesta quarta-feira, mais um cientista iraniano morreu em uma explosão. Em dois anos, já são três cientistas mortes em ataques: em 12 de janeiro de 2010,  um atentado matou um cientista e feriu outro; em julho de 2011, um motoqueiro armado matou um segundo cientista. Nesta quarta, Ahmadi Roshan, de 32 anos, morreu na explosão de seu carro.

Aliado a isso, uma explosão em um centro militar matou, em 2011, vários soldados e o chefe do programa de mísseis do Irã – no início, falou-se em acidente, mas depois os rumores de um atentado por parte de Israel e Estados Unidos ganharam força (e desconfio, aquela invasão da Embaixada da Inglaterra teve algo a ver com isso).

Aos atentados, se somam uma série de ataques virtuais, que visam a atrasar o programa nuclear iraniano, que os Estados Unidos afirmam ter o objetivo de buscar a produção de armas atômicas.

Tudo isso integra um programa maior, que se iniciou no governo de George W. Bush em 2007.  Na época, Bush pediu ao Congresso norte-americano US$ 400 milhões para o programa, que, ao que tudo indica, permaneceu intocável no governo de Barack Obama, o guerreiro (inclusive, os ataques se intensificam a partir de 2010). Uma matéria do jornal inglês The Guardian revelou esse programa em 2011 (leia o texto, em inglês, aqui).

A questão é: em que medida um atentado, que mata um cientista, pode ser chamado de sabotagem? Ele não parece muito mais um ato de terrorismo do uma mera sabotagem?

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