Publicado por: luizerbes | novembro 18, 2011

O vazamento de óleo no Rio Janeiro e a mídia

Não se sabe exatamente a dimensão do vazamento de petróleo num poço na Bacia de Campos operado pela Chevron, multinacional norte-americana. Mas é bem maior do que a empresa tentou fazer crer no início e de importância infinitamente maior do que a mídia brasileira levar a crer, diante da cobertura econômica.

No Twitter, por exemplo, o Jornal Nacional vem sendo alvo constante das críticas de twitteiros, direcionando a textos como este do Jornalismo B – “Chevron-Texaco compra dois minutos do Jornal Nacional“.  No post, “fala-se sobre a extensão da mancha, garante-se que não chegará ao litoral, explica-se o trabalho de recuperação, e jura-se que a quantidade de óleo é ‘muito pequena’.” Há uma crítica ao tom press-release da matéria do JN.

O problema não reside meramente na Globo. Na Folha de S.Paulo de hoje, o assunto sequer ganha a primeira página – reservada ao caso Lupi (e a campanha da empresa jornalística contra o ministro e, indiretamente, ao governo Dilma). Em outros jornais, não é muito diferente. Há um “downgrade”, apesar de, nos desfechos de matérias, você encontrar a informação de que o vazamento ainda não foi contido.

A questão aqui é a seguinte: e se o vazamento tivesse a ver com um poço operado pela Petrobras, como seria a cobertura da mídia “ianque-brasileira”? Seria tão discreta assim?

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