Publicado por: luizerbes | outubro 13, 2011

A mídia e o complô iraniano que não se sustenta

Se você conferir a página de mundo de alguns dos principais sites de notícias nacionais vai achar, a partir das manchetes, que de fato o Irã planejou um ataque contra o embaixador saudita nos Estados Unidos. Mas se você olhar para os fatos, verá que o caso é tão frágil que não se sustenta num olhar um pouco mais crítico. Ainda assim, a mídia faz o jogo da Casa Branca.

O que emergiu até agora sobre o tal episódio: a Força Quds, a elite da guarda revolucionário iraniana, contratou um iraniano, que reside há décadas no Texas, a contratar a máfia mexicana para matar o embaixador. Além disso, o tal iraniano contratado é descrito como um vendedor de carro distraído e trapalhão, segundo a mídia norte-americana, e não tem nenhum vínculo com as forças.

Especialistas ouvidos acham muito improvável esse complô – como indica esse texto da BBC Brasil -, ainda assim a nossa mídia endossa o discurso oficial da Casa Branca. Apesar das inúmeras dúvidas sobre o episódio, sites como o da Folha, Estadão e Globo dão dado o complô, num jornalismo que mais parece propaganda.

Uma vez, a função do jornalista era duvidar: agora, ao que parece, é publicar releases.

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