Publicado por: luizerbes | setembro 17, 2011

Justiça à brasileira

Tive um professor nos tempos da Faculdade que dizia: “A justiça no Brasil só vai mudar quando o ladrão de galinha chegar ao judiciário.” Ainda não chegou, como ilustram alguns exemplos recentes – o último fresquinho, de agora.

O STJ (Supremo Tribunal de Justiça), onde estão os graúdos, decidiu anular todas as provas da Polícia Federal contra a família Sarney. Os ilustres doutores entenderam, segundo a Folha, “que os grampos que originaram as quebras de sigilo foram ilegais”. Com a decisão, as investigações estão na estaca zero.

Não é a primeira vez que isso ocorre. Alguém se lembra Santiagraha, operação da PF para para apurara o desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro? Os presos na operação, alguns banqueiros, direitos de bancos e investidores, foram soltos, o processo foi morto nas altas cortes da Justiça e o delegado perdeu o emprego (foi convidado a se demitir da PF).

Esses casos reforçam a ideia de que justiça é para trabalhador, pobre, preto, índio. Alguns ladrões a justiça mandar prender; outros, manda soltar.

Isso me remete a um outro professor, esse de inglês, que tive no segundo grau (o ensino médio de hoje), que uma vez disse para nós: “Se um dias vocês forem roubar, roubem muito, o bastante para pagar um bom advogado, comprar um juiz; assim vocês não irão presos.”

A frase segue valendo.

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