Publicado por: luizerbes | setembro 8, 2011

Festa da Uva: a discussão sobre as notas

O post “Embaixatrizes têm o direito de saber a nota” resultou em várias contribuições, que enriquecem a discussão. Agradeço a participação. A partir delas, gostaria de resumir alguns pontos:

1) Com algumas exceções, ninguém colocou em xeque o trio escolhido nem a seriedade dos organizadores do concurso;

2) A maioria é amplamente favorável a uma transparência maior, concordando com o direito das embaixatrizes terem acesso às notas; e

3) Um processo mais transparente apenas fará bem a Festa da Uva, ajudando a valorizar o evento e ampliando o envolvimento das pessoas (ponto em que, no final das contas, reside o seu sucesso).

Em relação à discussão, só um estranhamento: o silêncio da mídia.

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Responses

  1. A mídia jamais se envolverá neste assunto, principalmente o Pioneiro, que não tem divulgado praticamente nenhuma informação sobre a luta das meninas, A QUAL SOU PLENAMENTE FAVORÁVEL!
    Mas, como disse outra pessoa no outro post, seria muito bom que um ou mais jurados dessem a sua contribuição para o esclarecimento deste lamentável episódio na escolha das soberanas.

  2. E a mídia se envolveu: “…(indisfarçada contestação ao trio eleito)…”

    É com este infâme entre-parênteses em reportagem de capa, com o título “O reinado e as reinações”, que o semanário O Caxiense primeiro distorce e depois açoita o movimento das Embaixatrizes, e assim julga e dá voz de prisão a sua demanda legítima. E é legítima pois tendo a Comissão da Festa o caráter comunitário e utilizando verbas públicas, ocultar as notas é a antítese de seu propósito de existência.

    Na continuação da matéria, indisfarçadamente tenta ridicularizar a participação delas no desfile cívico, insinuando que o fizeram por algum interesse ou arrependimento, quando apenas cumpriam obrigações assumidas. Pretende o semanário puxar a espada de Dâmocles por sobre suas cabeças. Quanta arrogância. Que coisa miserável rotular a iniciativa das Embaixatrizes de “reinação”, só para fazer uma gracinha e ainda cometendo um “trocadalho do carilho”, segundo o manual de estilo do Estadão/SP.

    Quanta falta de respeito com essas meninas que, após meses de estudos, sacrifício e compromissos intermináveis, tornaram-se repositórios vivos de nossa cultura – a mesma que a imprensa só vê pela superfície – e agora são legítimas defensoras e multiplicadoras da história e tradições. Quanta falta de respeito com as entidades que as apoiaram.

    O que é isso gente? Medo de ficar sem uma fatia da verba publicitária da Festa? Mas é uma fatia muito magrinha, pois a maior parte da verba será abocanhada pelo comilão de sempre: RBS. Todos os outros dividem migalhas, também é tradição.

    E porque deram destaque de manchete a essa matéria na edição impressa e nenhum nas redes sociais? A resposta é fácil: um tsunami de vaias, pois a população já escolheu apoiá-las.

    O sopro de esperança numa nova imprensa, isenta, capaz de registrar a realidade para a posteridade e que não julga por antecipação já vai caindo por terra?
    Que pena. Tinha começado tão bem…

  3. Eu acho que já é uma tradição em Caxias reclamar do resultado do concurso. Assim como é tradição no futebol chamar o juiz de ladrão, o goleiro de frango. A paixão faz as pessoas perderem a razão e o bom senso no julgamento.
    Olhando as embaixatrizes como um grupo, pode parecer adequado ver as notas. Vendo cada uma individualmente, acho um absurdo. Não vejo no que isso contribui para a transparência do concurso, mas vejo sim um sofrimento desnecessário para essas moças. Acho que ficar sabendo que tirou uma nota baixa no quesito beleza, por exemplo, não agrega nada para a festa, mas pode ser devastador na personalidade destas meninas.
    Acho que o concurso tem é que se profissionalizar cada vez mais, talvez uma auditoria que acompanhe antes e durante. Porque depois, é depois e já passou.
    Também é importante lembrar que a avaliação toda é subjetiva, quem é simpática para mim, pode parecer exibicionista pro meu vizinho; tem quem goste de morenas, outros de loiras e vamos indo… Números e planilhas não vão conformar os inconformados.
    Todos caxienses costumam ter seu trio escolhido antes do concurso e, confesso, o meu não era esse aí. Mas sinceramente, não vejo motivo para todo esse alarde. São meninas bem preparadas e LINDAS. Acho deprimente querer desmerecê-las exigindo notas em nome da “transparência”. Isso é muita maldade. Porque esse movimento das embaixatrizes insinua que algumas delas tiveram notas melhores que o trio. Mas quem? Cadê essa mulher maravilha que ficou injustamente de fora? Sinceramente, nesse concurso não tinha nenhuma TÃO melhor, nem tão pior. Acho infantil achar que algum jurado iria falar de notas com as candidatas.
    Sou super a favor da transparência, mas o que essas pessoas estão fazendo é tentar lançar uma nuvem de fumaça, nem um pouco transparente, no brilho das soberanas. Não vão conseguir.
    Parabéns Roberta, Aline e Kelin. Parabéns Embaixatrizes que não perderam a majestade depois de perder a coroa.


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