Publicado por: luizerbes | julho 23, 2011

Quando a solução é a violência

A convivência com o diferente é complexa e complicada; requer o esforço de compreender o outro, e não impor modos de pensar e viver ao outro. Mas é, em grande parte, isso que está ocorrendo no mundo.

Quando Timothy McVeigh detonou um furgão-bomba em Oklahoma, matando 168 pessoas, ele não aceitava o modo como o governo de Bill Clinton conduzia seu país.

Quando os Estados Unidos derrubavam governos de esquerda e bancavam ditaduras na América Latina, em vez de aceitar outras formas de pensar e agir, impunham o seu modo operandis na região; fizeram o mesmo em tudo que é canto do planeta, na Ásia e no Oriente Médio (onde apoiam tiranos que seguem suas ideias).

Quando os radicais islâmicos explodem bombas, eles também são avessos a aceitar um modo de vida diferente.

Quando esse norueguês, segundo a mídia de extrema-direita, resolveu espalhar o seu terror, ele também estava se opondo a qualquer mundo diferente do seu.

Curioso que, em todos os casos, os autores se valem não de argumentos para defender suas ideias, mas usam a violência para se impor. Por isso, esse norueguês é, no final das contas, um seguidor de Timothy McVeigh, bin Laden, George Bush, Sarkozy, Obama (não o discurso, mas o da prática), etc..

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