Publicado por: luizerbes | maio 3, 2011

No mundo moderno, errou, dançou

No mundo atual, cometer um erro costuma ser fatal. No trabalho, costuma significar demissão. Vamos com alguns exemplos:

– Durante a campanha presidencial, a colunista Maria Rita Kehl, do Estadão, escreveu coluna criticando os emails apócrifos batendo em um ou outro candidato. Centrou-se num email que dizia que, no Nordeste, ninguém mais queria ser porteiro para viver com os benefícios do bolsa isso, bolsa aquilo. Segundo a direção do jornal, ela errou ao falar de política; deveria-se restringir à psicanálise. Foi demitida.

– Na morte de José Alencar, dois repórteres, um da Folha e outro do Agora (jornal mais popular do Grupo Folha), fizeram comentários sobre a demora do site da Folha em colocar a notícia na Internet. A conversa vazou, foi parar na coluna da ombudsman. Os dois foram demitidos.

– Neste 1º de Maio, a Empresa Brasileira de Comunicações colocou no ar um pronunciamento velho de Dilma, em vez do gravado especificamente para o Dia do Trabalhador. Feita a investigação, foram identificados dois funcionários concursados e um gerente, esse CC (cargo de confiança), com os responsáveis pelo erro. Os três dançaram. O gerente foi demitido, enquanto que, no caso dos outros dois, começou o processo para a sua demissão.

Não quero colocar a mão na cabeça de quem errou, mas não repetem, infinitamente, que errar é humano?

Pelo visto, errar continua humano; e não perdoar também.

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