Publicado por: luizerbes | março 25, 2011

Por que a solução é sempre o conflito?

Se dependesse da maioria das pessoas do mundo, a guerra seria, em quase todas as situações, a última opção. Antes de pegar em armas, haveria uma tentativa séria da negociação; isso certamente evitaria a perda de vidas e a destruição da infra-estrutura de países.

Mas a opção da negociação volta e meia é desconsiderada porque o lobby militar é poderoso demais. Em 2009, ano de crise mundial, os gastos militares no planeta chegaram a 1,53 trilhão de dólares. Foi um aumento de 6% em relação a 2008 e de 49% em relação a 2000 – ou seja, em uma década os gastos cresceram quase 50%. Confira o gráfico:

Esses gastos, vale citar, incluem o pagamento de soldados, mas envolvem principalmente contratos de fornecimento de armamentos, muitos deles bilionários. Dados de 2008, disponíveis no Wikipedia (leia aqui, em inglês), mostram que a inglesa BAE Systems fez vendas no valor de 32,4 bilhões de dólares, seguido por cinco companhias norte-americanas, todas com negócios superiores a 20 bilhões de dólares.

Os Estados Unidos, que estão sempre metidos em algum conflito, lideram a lista dos gastos militares. Em 2009, o país gastou 663,2 bilhões dessa forma, representado 46,5% de todos os gastos, segundo o Stockholm International Peace Research Institute. Depois, vem a China (98,8 bi), Inglaterra (69,2 bi), França (67,3 bi) e Rússia (61 bi).

Esses países, curiosamente, são os cinco que tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU; destes, três estão atacando a Líbia, sob o pretexto de proteger os civis das forças do ditador Muammar Gaddafi.

Esses gastos se fazem presentes, também, na política, na forma de lobby. Nas eleições de 2008, nos Estados Unidos, a indústria do armamento preferiu os democratas, em especial Hillary Clinton (a atual secretária de Defesa; ou melhor, secretária da Guerra), segundo matéria do site Alternet (leia aqui). Pelo visto, o investimento está trazendo dividendos.

***

Há um matéria muito interessante no site Global Issues, de onde tire parte dessas informações, inclusive os dois gráficos. Acesse aqui.

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Responses

  1. Luiz, interessante análise essa, hein! Principalmente ligar o fato dos maiores gastadores de munição com o poder de veto no Conselho de Guerra da ONU. Interessante.

  2. E tem mais um detalhe, André.
    Esses cinco países que mais gastam com armas, também são os que mais exportam armas.
    Abração


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