Publicado por: luizerbes | março 23, 2011

Na América Latina, Obama não vai além do discurso

No seu giro pela América Latina, Barack Obama ficou apenas nos discuros. Nada de concreto, o que não foge a lógica do presidente que muito prometeu quando candidato (lembram do “Yes, we can” – “sim, nós podemos”) e pouco fez depois de assumir o cargo.

No Brasil, elogiou a nossa democracia (o que até poderia ser considerado um sinal de preocupação), mas não falou sobre visto e sobre as barreiras comercias ianques.

No Chile, repetiu os elogios ao país, mas ficou longe de expressar um pedido de desculpas pela ditadura chilena (foram os militares chilenos, com apoio norte-americano, que derrubaram Salvador Allende no 11 de setembro de 1973).

Em Salvador, Obama tratou de falar em ajudar a reduzir a desigualdade social, mas garantiu dinheiro apenas para o combate ao tráfico de drogas (US$ 200 milhões). E visitou o túmulo do monsenhor Romero, assassinado em 1980 por grupos armados apoiados (e armados) pelos Estados Unidos. Também não perdiu perdão ou desculpas, revoltando alguns da esquerda (leia aqui).

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