Publicado por: luizerbes | fevereiro 24, 2011

A Inglaterra diz “amém” ao Império

No filme “Simplesmente amor”, Hugh Grant interpreta um jovem primeiro-ministro da Inglaterra que, ao ser questionado se a Inglaterra manteria a sua relação de subserviência com os Estados Unidos, ele dá um resposta dúbia. Mas quando vê um diplomata assediar uma funcionária dele, ele assume uma postura mais dura em um discurso, surpreendendo os assessores.

Obviamente era um filme – ou melhor, uma comédia romântica. A vida real mostra a Inglaterra sempre subserviente aos Estados Unidos. Quando os norte-americanos mentiram sobre as armas de destruição em massa de Saddan Hussein, do Iraque, Tony Blair acreditou, mesmo sabendo que não era verdade.

Por isso, essa decisão da justiça inglesa em favor da extradição de Jullian Assange para a Suécia não surpreende. Não é a apenas o governo inglês que é subserviente; a justiça do país também. Há vários ingredientes que mostram que os EUA querem Assange, para julgá-lo (e condená-lo) pelas revelações do Wikileaks. Para isso, precisam da Suécia. Ou, se não conseguirem a extradição, para menos condená-lo por ter transado sem camisinha com duas mulheres, buscando atingir sua reputação.

Essa é a versão de “O Império contra-ataca”. Só um pouco tarde, já que as revelações do Wikileaks, de forma indireta, ajudaram a implodir as ditaduras amigas de Hillary Clinton.

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