Publicado por: luizerbes | novembro 1, 2010

Os desafios de Dilma Rousseff

Eleita no domingo com 55 milhões de votos, Dilma Rousseff tem vários desafios pela frente na presidência da República. Desafios que ela começou a encarar ainda no domingo, com um discurso sóbrio, concialiador, e repetiu em entrevistas à emissoras de TV nesta segunda-feira.

Alguns desafios na nossa presidente:

1) Manter a economia em crescimento. Isso é crucial para ela realizar os ajustes necessários, incluindo uma redução de gastos e da dívida pública, e para manter os investimentos em infra-estrutura e os programas sociais. Tem tudo para obter bons resultados, pelo trabalho que mostrou à frente na Casa Civil e pelos homens que devem comandar a área econômica (Guido Mantega, em princípio, é cotado para continuar como ministro da Fazenda; além da influência que Antônio Palocci).

2) Manter a coligação govenista unida. Neste ponto, Dilma não tem a experiência de Lula, que se revelou um grande articulador político na presidência. É um ponto em que a presidente eleita terá de mostrar suas credenciais. Creio que o trabalho na Casa Civil, em que coordenava ações de vários ministérios, deu a ela bons ensinamentos.

3) Garantir espaço no cenário internacional. Mais uma vez, Dilma não é Lula, mas o fato de comandar um país economicamente em ascensão a ajudará em muito. Nessa área, a manutenção de Celso Amorin como ministro das Relações Exteriores pode ser uma ótima opção. Amorin, apesar das críticas de setores conservadores, é um “expert” na área diplomática e, com certeza, ajudará a dar destaque a Dilma no cenário internacional.

4) Realizar algumas mudanças estruturais, para garantir que o país continue a crescer a longo prazo e a reduza a desigualdade social. É preciso acabar com as guerras fiscais, melhorar a legislação tributária e, essencialmente, criar condições para que a economia brasileira seja cada vez mais empreendedora. Além, é claro, de criar condições para a incorporação na economia de mais e mais brasileiros.

5) Aprender a se soltar mais, a ser ela mesma. Na campanha, Dilma reforçou seu lado profissional, suas virtudes como gestora e ministra, mas agora precisa encontrar um tom mais informal. Como presidente, ela não deve se isolar no Palácio do Planalto; ser presidente implica em mostrar o lado emocional, se aproximar do povo e, de certa forma, ser uma mãe para os brasileiros. Lula soube usar o lado emotivo muito bem, e caiu nos braços do povo, que perdoou seus erros e celebrou suas virtudes.

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