Publicado por: luizerbes | outubro 4, 2010

Dilma, Serra e Marina (ou Sarah Pallin)

Os números do primeiro turno

Dilma – 47.649.670 (46,91%)

Serra – 33.131.070 (32,61%)

Marina – 19.636.170 (19,33%)

Plinio – 886.805 (0,87%)

Válidos: 101.586.972 (91,36%)

A situação da Dilma

Ou seja, Dilma fez 14,5 milhões de votos a mais do Serra e ficou a precisa de 3,5 milhões a mais para levar o segundo turno. Destes, uns 600 mil fez do Línio (fez 886, tranquilamente). Precisa, além disso, uns 3 milhões dos 19,6 milhões da Marina (ou, menos de 10%). A tendência é que ela abocanhe uma fatia bem maior desses votos.

Esse cálculo serve, desde que Dilma consiga estancar a queda patrocinada, de uma hora hora, por setores conservadores da Igreja Católica e Evangélica. Essa é a tarefa básica.

A situação de Serra

Precisa reduzir uma desvantagem de 14,5 milhões de votos, algo muito difícil. É um situação complicada, e as últimas eleições que foram ao segundo turno mostraram que é sempre difícil reverter uma tendência (quem ganhou no 1º turno levou no 2º).

Para isso, precisa de um grande apoio da mídia (talvez até mais do que ocorreu no 1º turno) e reforçar a sua campanha. Fala-se até em mudar o vice, colocando Aécio Neves ou alguém do partido Verde (talvez até Fernando Gabeira, um esquerdista que se sente muito confortável na companhia da elite conservadora).

O papel de Marina

Salvador da pátria do Serra e da direita nestas eleições, Marina Silva saiu como a ganhadora do 1º turno, embora não leve nada de prático. Vai buscar uma terceira via, se se compromenter com A ou B, ou vai tentar se aliar a alguém? Há duas opções:

1) se tiver coerência ideológica, ou se abstém ou se alia ao PT, mas o PV de classe média branca não deseja isso;

2) se se aliar ao Serra, joga toda a sua história no lixo e transforma-se em uma marionete da direita que combateu por décadas.

Não se o que ocorrerá, nem o que Marina Silva fará. Só sei que, por ora, ele fez o papel exclusivo de ajudar a elite conservadora que disse combater a vida inteira. Ele ganhou alguns novos fãs, como o Pedro Simon e a mídia oligárguica de São Paulo e Rio, mas perdeu milhares de fãs.

A questão: vai ela se transformar na Sarah Pallin da direita brasileira?

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