Publicado por: luizerbes | outubro 2, 2010

A mídia na campanha das eleições

Neste domingo, o Brasil vai às urnas, após dois meses de campanha intensa, com novidades tecnológicas e o baixo nível de sempre.

Foi a primeira campanha do Twitter, o miniblog que permite postar mensagens até 140 toques. Foi a febre. Teve a gente que andou a fazer campanha, escrevendo bobagens, atacando e xingando rivais. Normal, essa turma, integrada até por engravatados com altos cargos, nós sempre teremos.

Quanto aos candidatos, eles foram tímidos no uso da ferramenta. Parece que terceirizaram essa campanha para seus eleitores de carteirinha, sem nenhum controle ou orientação. Nesse quesito, com raras exceções, poderiam ter ido bem melhor.

Os blogs foram outro espaço de campanha, também não oficial. Os dois lados usaram a ferramenta para defender suas próprias ideias (pouco é verdade) e para atacar os rivais (muito, infelizmente). Mas num espaço sem controle algum, não há muito que criticar, lamentar ou elogiar. É assim. Melhor um excesso de liberdade do que restrições.

A grande mídia, por sua vez, tentou ser protagonista mais uma vez. Em especial, os grandes grupos midiáticos de São Paulo (Abril, Folha e Estadão) vestiram a camisa da campanha do Serra, de forma escancarada. Como é óbvio, não se restringiram a parte de opinião, editorializaram a cobertura do início ao fim, sempre buscando prejudicar Dilma. Fizeram jornalismo de segunda categoria, assumiram a postura de um adolescente twittando. Nota zero para eles.

O ponto negativo, em especial da Folha e Estadão, foi a abertura do seu voto. Não por abrirem o voto em si, o que é ótimo, mas pelos os argumentos que utilizaram: deixaram os argumentos pró-Serra em segundo plano para atacar Dilma, acusando a de um viés autoritário inexistente. Parecia um retorno ao passado, aos anos 80 e 90, quando qualquer possibilidade de vitória de Lula resultava em terrorismo pela grande mídia (o que se mantém 100%) e pela elite econômica.

Enfim, nesta campanha ouviu-se pouco sobre planos de governo, estratégias para manter o país no rumo (e em qual rumo, especificamente). A mídia, que poderia ter feito isso, procurou escandalizar a campanha, para beneficiar Serra. Como o governo Lula ostenta bons números, em especial na economia, não convinha falar sobre propostas; isso apenas beneficiaria a candidata oficial. Portanto, era vital mudar o enfoque.

***

Assim, chegamos ao dia 3. Ao Domingo D (de decisivo e de Dilma).

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