Publicado por: luizerbes | junho 3, 2010

A obsessão da mídia

Depois do ataque de Israel a navios de ajuda humanitária para Faixa de Gaza, matando pelo menos nove pessoas, ferindo várias, o que chama a atenção é a obsessão da mídia em fazer valer as versões de Israel. Ela empurra “peixe podre”, que cheira mal, como se fosse verdade.

E só olhar a edição da Folha de S. Paulo de hoje, em que o caderno Mundo abre espaço para empurrar a versão israelense. O jornal, que a cada dia perde leitores (e desse jeito, vai perder mais um), exalta as declarações de Natanyahu, chamando os ativistas de “apoiadores do terror”. Mais, coloca como chamada na capa.

A Folha sabe que não é verdade; os caras que trabalham lá não são idiotas, embora façam o papel de idiotas. Sabem que Israel cometeu um crime na ação – que, segundo o jornal inglês The Guardian, começou antes mesmo da ação, tentando sabotar os navios -, mas buscam desviar o assunto para o termo que Israel e Estados Unidos usam de forma repetida, sem que ninguém discuta ou reflita sobre isso: terrorrismo.

A Folha, por esquecer o que seu manual de redação escreve, entra no terreno da propaganda. Em vez de jornalismo, prefere fazer eco a declarações que não se sustentam no fato.

E o que vai sair no jornal nos próximos dias? Mais do mesmo, porque a propaganda, para ter efeito, depende da repetição.

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