Os fãs do futebol podem se acostumar a ver e rever os mesmos campeões. Isso vale para a Europa e América Latina, onde o esporte está mais profissionalizado.
O exemplo europeu é claro. Na Inglaterra, temos quatro supertimes que têm chances de ganhar o título inglês: Manchester United, Liverpool, Arsenal e Chelsea. Dentre esses, o Manchester reina; neste sábado o time de Alex Fergunsou conquistou o tricampeonato inglês.
Na Espanha, o domínio se restringe a dois: Barcelona, que se sagrou campeão espanhol neste sábado, e o Real Madrid. Os outros, cada vez mais, são meros coadjuvantes.
Na Itália, temos Inter (campeão neste sábado), Milan e Juventus. Se der algo fora disso, é zebra.
Talvez a Alemanha e a França sejam exceções, o que explica porque esses dois países triunfam tão pouco na Liga dos Campeões. O natural é um clube inglês, espanhol ou italiano erguer o troféu; neste ano, a briga está entre o Manchester United e o Barcelona.
No Brasil, no qual o Brasileirão começou faz uma semana, temos 20 clubes, vários tidos como grandes mas poucos candidatos reais ao título. Os favoritos: São Paulo, Cruzeiro e Inter. Com chances: Grêmio, Flamengo, Palmeiras e Corinthians. O resto será coadjuvante.
No Rio Grande do Sul, a distância da dupla Gre-Nal em relação aos clubes do interior é cada vez mais acentuada. A chance de um clube do interior voltar a ser campeão é pequena.
Na Argentina, temos um supertime, o Boca Juniors, e outros à caça do time da Bombonera: River Plate, Estudiantes, etc..
Isso é bom para o futebol? Seguramente não. É natural os clubes buscarem uma hegemonia, mas o melhor para o esporte é, seguramente, uma disputa mais equilibrada, com mais times com chances de erguer o troféu. Embora no Brasil isso ainda não se um problema tão evidente, na Europa esse domínio dos supertimes começa a receber críticas, com os aspectos negativos anulando os positivos.
Se essa tendência não se inverter nos próximos anos, os campeonatos se tornarão cada vez mais chatos.