Nikita, um clássico

Maio 30, 2009

Revi “Nikita”, de Luc Besson. Um belo filme, embora bastante violento. Conta a história de uma viciada que, após matar um policial, ganha… (não vou contar nada da história).

A primeira vez que vi o filme foi em Porto Alegre, na Sala de Cinema Mário Quintana, no final dos anos 80. Foi num sábado à tarde, não tinha o que fazer e resolvi ver o filme francês depois de ter lido uma crítica em um jornal. Adorei.

Depois de tanto tempo, continuo achando o filme ótimo. Permanece atual, e talvez seja a melhor obra de Luc Besson.


O velho jeito de enfrentar problemas

Maio 29, 2009

O crack surgiu há um bom tempo e, apesar de todos os alertas sobre os riscos da pedra feita com cocaína, seu uso se intensificou, atingindo gente de todas as classes, pobres, classe média e ricos.

Por conta disso, já foram feitas várias campanhas. A última, lançada esta semana, é do grupo RBS. “Crack, nem pensar” diz o slogan, bonito e impactante. Só que não vai funcionar. Todas as campanha de conscientização sobre drogas tiveram pouco efeito no consumo até hoje.

Aliás, esse jeito de encarar a drogas é mais uma reverência a Harry J. Anslinger. Cada nova droga, cada nova campanha de conscientização, cada conflito por pontos de vendas é fruto, direto ou indireto, da guerra às drogas, lançada por esse político influente na década de 30. Começou com uma luta contra a maconha e, depois, abarcou tudo que é tipo de droga – menos as lícitas, como álcool e cigarros.

Sua guerra é o maior fracasso de todos os tempos, mas todos os países combatem do jeito que Anslinger definou há quase 80 anos. O mundo mudou de forma radical neste período, mas a forma de combate às drogas – baseada principalmente na repressão ao traficante e ao usuário – permenece intacta. Se você estiver no poder e tentar mudar isso, vai correr sérios riscos.

Se não enterrarmos Anslinger de vez – e é muito improvável que isso ocorra tão cedo, já que sua filosofia norteia qualquer discussão e é adotada pelas Nações Unidas – vamos continuar perdendo a batalha e nos iludindo com campanhas de conscientização que pouco funcionam, mas fazem bem ao ego das pessoas e garantem um belo marketing a grupos ou empresas.

Enquanto isso, os viciados pagam o pato.


Assédio moral

Maio 28, 2009

Leio no jornal que o sub-prefeito de Ana Rech pode ter cometido assédio moral em Ana Rech, ou seja, que tenha tratado de forma desrespeitosa, xingado, etc.. algum servidor. Não sei se ocorreu, ou não, mas é fato que o problema do assédio moral é cada vez mais grave, até em função da crise econômica.

É um mal que precisa ser combatido, porque remete aos tempo da escravidão, em que o senhor humilhara os escravos. Naquele tempo, eram chicoteados; hoje, a humilhação não é física, o sujeito é humilhado, submetido a situações constrangedoras, prejudicado. Acontece em pequenas, médias e grandes empresas, públicas e prividas.

Se o chicote era comum uma vez, o assédio moral é igualmente comum hoje.

Encontrei até um site sobre o assunto, com o nome Assédio Moral. Lá há um texto básico esclarecedor.

Ali, há dicas sobre como proceder em caso de tratamento desrespeitoso por parte dos superiores.


Por que às vezes é difícil acreditar?

Maio 27, 2009

Zapeando na TV, parei na Globonews para assistir a reportagem sobre a revolta de uma família em São Paulo, após um integrante do clã, preso à tarde, ter sido encontrado morto na cela à noite. Para a polícia, o caso é de suicídio.

Revoltados, os familiares incendiaram ônibus, armaram o maior barraco e enfrentaram a polícia. A confusão só terminou quando chegou a turma “bem-educada” do pelotão de choque chegou.

Depois, apareceu um delegado explicando o que tinha acontecido: o preso se enforcou na porta da cela com um cadarço de tênis. Falou isso com a maior naturalidade, como se fosse algo semelhante a, digamos, alguém ter quebrado um copo.

Pensando bem, a tese do delegado é possível. Tecnicamente falando, alguém pode se suicidar com um cadarço, embora não seja tão fácil assim. Na porta da cadeia, que não deveria estar vazia, é um pouco mais complicado, mas, vamos admitir, não é impossível. Improvável, mas não impossível.

Por que, então, é tão difícil acreditar nessa versão do delegado? Por que a explicação soa tão falsa, a ponto de até um débil mental duvidar das palavras do delegado engravatado? Por que a sociedade aceita a explicação tão fraca e fica tudo por isso mesmo?


A hipocrisia nuclear e os jornais

Maio 26, 2009

A hipocrisia nuclear, a qual me referi no post anterior, não aparece nos jornais; no máximo, em alguns casos, é citada marginalmente, como uma concessão, para logo se retomar o discurso expresso pelos países ricos e que se julgam “donos” do mundo.

As manchetes da Folha de São Paulo – “Mundo condena Coreia do Norte” – e a chamada de Zero Hora – “Mundo condena teste nuclear da Coreia do Norte” – resumem o tom dado pela mídia ao assunto. Toda a cobertura de ambos os jornais segue essa linha, numa reprodução do discurso dominante. Lendo os jornais, parece que todo o mundo pensa assim.

Basta passar os olhos em grupos de discussões, mesmo aqueles pertencentes a grandes grupos de mídia, vê se uma realidade um pouco diferente. Na Folha Online, do grupo Folha, há um grupo de discussão, com opiniões bastante diversas. Não há a coesão discursiva da Folha. Essa variedade de comentários, com posições divergentes, se encontra também numa discussão no site do jornal inglês The Guardian.

A distância entre o que os jornais enunciam e os indícios do que pensam as pessoas comuns é grande. Reforça, na minha visão, o lado doutrinador da mídia: ela não esclarece, não dá ao leitor todos os fatos envolvendo o tema, assume uma posição bem clara, definida; assim, ela assume uma posição de manipuladora.


A hipocrisia nuclear

Maio 25, 2009

A Coréia do Norte anunciou nesta segunda-feira ter realizado, com sucesso, um segundo teste nuclear, causando revolta, indignação e frases condenatórias de um grupo de países sentados em cima de um enorme arsenal nuclear. Coréia do Sul e Japão, que não tem armas nucleares, também chiaram.

O tema é marcado por hipocrisias. Não considero positivo a Coréia do Norter ou o Irã (bomba que o país supostamente busca, segundo lavagem cerebral perpetuada por governos e mídia ocidentais) terem uma arma nuclear, mas é correto que países como Estados Unidos, Inglaterra, França, Rússia, Israel, Índia e Paquistão tenham um número não divulgado de bombas atômicas?

Pior ainda: por que esses países, sentados em cima de seu arsenal, são contra qualquer um outro ter a bomba atômica? Não é para manter o poder de intimidação e subjugação? Por que esses países não dão o exemplo, começando a reduzir o arsenal, em vez de continuarem a desenvolver novas tecnologias nesta área?

Do jeito que está, temos um grupinho que pode; e um grupo enorme que não tem esse direito. Essa diferença é parte do problema, não da solução.

Se essa política continuar, a tendência é termos, cada vez mais, países juntando o círculo dos países com armas nucleares. E, pelo jeito, só assim todos irão se sentar na mesa algum dia e começar a discustir um desarmamento geral e irrestrito.

Isso se algum louco não voltar a fazer o que os norte-americanos fizeram em 1945, detonando Hiroshima e Nagasaki.


Você é violento?

Maio 24, 2009

Assisti hoje, no PC, baixado no bittorent, um documentário, da série Horizon (Horizonte), da BBC. O título: “How violent you are?” (Quão violento você é, em tradução literal).

No documentário, o repórter, que se considera alguém pacífico, investiga porque a violência move a humanidade, porque pessoas aparentemente comuns comentem crimes ou se engalfinham em brigas na rua, porque esportes violentos, como o boxe e o full contact, são um sucesso.

Descobri no programa que, alguns mais outros menos, não somos 100% imunes a violência. O nosso controle está no córtex frontal, que nos leva a racionalizar e suprimirmos desejos violentos. Nos torna humanos, mais civilizados. Mas não 100% civilizados, não-violentos.


Futebol, cerveja e vinho

Maio 22, 2009

Gosto de futebol, cerveja e vinho. Mas, convenhamos, há restrições. Cerveja e vinho, pelo menos juntos, não combinam nem um pouco. Pode fazer a experiência, mas é bom comprar umas aspirinas antes.

Futebol e vinho também não combinam, pelo menos é a minha avaliação. Vi Inter e Flamengo tomando vinho. Não deu muito certo. O vinho é sofisticado, bom para conversar, namorar, criar o clima… Mas não para assistir a um jogo de futebol, pelo menos não um jogo tenso.

Futebol combina, na verdade, com cerveja. Quanto mais tenso o jogo, mais você toma e menos você sente os efeitos.  Com o vinho é o contrário, ele parece não se adaptar ao momento.

Por isso, a partir de agora, na hora que for assistir um jogo bom, daqueles que anunciam tensos, vou colocar umas cervejinhas a gelar.


Fotos de Nova Roma do Sul

Maio 17, 2009

Hoje fiz um passeio para os lados de Nova Roma do Sul. Abaixo, estão algumas fotos.

Praça de Nova Roma do Sul

Praça de Nova Roma do Sul

Estrada de Nova Roma do Sul a Farroupilha

Estrada de Nova Roma do Sul a Farroupilha

Vista da região a partir da rodovia

Vista da região a partir da rodovia

Ponta sobre o Rio das Antas

Ponte sobre o Rio das Antas

Rio das Antas

Rio das Antas

Galpão na região de Nova Roma do Sul

Galpão na região de Nova Roma do Sul


Supertimes de futebol

Maio 16, 2009

Os fãs do futebol podem se acostumar a ver e rever os mesmos campeões. Isso vale para a Europa e América Latina, onde o esporte está mais profissionalizado.

O exemplo europeu é claro. Na Inglaterra, temos quatro supertimes que têm chances de ganhar o título inglês: Manchester United, Liverpool, Arsenal e Chelsea. Dentre esses, o Manchester reina; neste sábado o time de Alex Fergunsou conquistou o tricampeonato inglês.

Na Espanha, o domínio se restringe a dois: Barcelona, que se sagrou campeão espanhol neste sábado, e o Real Madrid. Os outros, cada vez mais, são meros coadjuvantes.

Na Itália, temos Inter (campeão neste sábado), Milan e Juventus. Se der algo fora disso, é zebra.

Talvez a Alemanha e a França sejam exceções, o que explica porque esses dois países triunfam tão pouco na Liga dos Campeões. O natural é um clube inglês, espanhol ou italiano erguer o troféu; neste ano, a briga está entre o Manchester United e o Barcelona.

No Brasil, no qual o Brasileirão começou faz uma semana, temos 20 clubes, vários tidos como grandes mas poucos candidatos reais ao título. Os favoritos: São Paulo, Cruzeiro e Inter. Com chances: Grêmio, Flamengo, Palmeiras e Corinthians. O resto será coadjuvante.

No Rio Grande do Sul, a distância da dupla Gre-Nal em relação aos clubes do interior é cada vez mais acentuada. A chance de um clube do interior voltar a ser campeão é pequena.

Na Argentina, temos um supertime, o Boca Juniors, e outros à caça do time da Bombonera: River Plate, Estudiantes, etc..

Isso é bom para o futebol? Seguramente não. É natural os clubes buscarem uma hegemonia, mas o melhor para o esporte é, seguramente, uma disputa mais equilibrada, com mais times com chances de erguer o troféu. Embora no Brasil isso ainda não se um problema tão evidente, na Europa esse domínio dos supertimes começa a receber críticas, com os aspectos negativos anulando os positivos.

Se essa tendência não se inverter nos próximos anos, os campeonatos se tornarão cada vez mais chatos.


O frio e a zebra no futebol

Maio 15, 2009

No futebol, você nunca sabe quando a zebra aparece, mas invarialmente ela dá as caras, na maior parte das vezes quando você menos espera.

O frio também é assim. Ele sempre aparece, normalmente quando você menos espera e com um intensidade maior do que a esperada.

Mas, como diria um jornal local, viva o frio!

(Isso não significa dizer, também, viva a gripe?)


O silêncio ao entardecer

Maio 14, 2009

Nesta quarta-feira, um temporal assolou Caxias do Sul no final da tarde. A energia elétrica se foi, o trânsito ficou caótico, as lojas fecharam, as pessoas tomaram banhos indesejados na rua, etc…

Tudo ruim? Não, pelo contrário. A chuva, que já tardava, trouxe também um estranho silêncio. Em casa, isso ficou evidente. Sem nenhum aparelho ligado, nada de barulho do motor da geladeira, do computador, do elevador e de todas as máquinas trabalhando em cada apartamento, percebi um silêncio. Havia, à distância, o barulho do motor dos carros, algumas vozes, uma porta se abrindo e fechando. Mas só.

Talvez devesse faltar luz mais vezes.


Estado mais politizado?

Maio 13, 2009

Por anos, o Rio Grande do Sul se autoproclamou o Estado mais politizado do Brasil. Havia razão para isso. Nomes do passado, como Getúlio Vargas, Jango Goulart, Leonel Brizola e outros, ajudaram a sustentar essa imagem, assim como a resistência gaúcha nos anos 60.

Isso é passado, e o Rio Grande do Sul já entregou há muito tempo o bastão de Estado mais politizado. Nem os políticos nem os eleitores parecem se salvar disso. Produzimos governadores como Antônio Brito, Olívio Dutra e Yeda Crusius, que, nem de longe, honram àquela imagem. Depois, temos deputados como Sérgio Moraes, do PTB que outrora teve figuras como Vargas e Brizola.

Os eleitores não estamos em situação muito melhor. É só olhar as duas últimas eleições. Em 2002, mudamos de voto repentinamente para eleger Rigotto governador; em 2006, fizemos o mesmo, para eleger Yeda. Eleitor consciente não troca de voto dessa forma, só eleitor maria-vai-com-as-outras.


PMDB diz não a CPI

Maio 13, 2009

O PMDB, leio na Folha Online, disse não à CPI da Assembléia Legislativa para investigar o suposto caixa dois da campanha de Yeda.

Era a decisão mais esperada, para evitar dar ao PT um palanque extra na campanha eleitoral de 2010. Mas também carrega um risco, por linkar, mais uma vez, o partido ao governo Yeda.


Inter x Flamengo – expectativas

Maio 13, 2009

Historicamente, sempre foi um grande confronto. E tende a ser assim nesta quarta-feira à noite, no Maracanã, e na próxima semana, no Beira-Rio, quando Inter e Flamengo vão duelar por uma vaga às semifinais da Copa do Brasil.

Será um belo tira-teima para o Inter, que encarou poucos rivais à altura neste ano, e Flamengo, o campeão carioca que parece oscilar altos e baixos – nem sempre nesta ordem.

Sob a ótica do Inter, esse é um dos jogos mais importantes do ano. Primeiro, o colorado cobiça o título da Copa do Brasil; para tanto, precisa superar o Flamengo.

Há outro ingrediente que amplia a importância do jogo para o time do técnico Tite:  será o primeiro grande desafio no ano, após os Gre-Nais.

Como o time irá se comportar?

O time vai continuar se impondo como fez até agora, ou vai modificar um pouco a sua postura?

A atuação diante do Corinthians foi resultado da decisão de se poupar para essa quarta-feira?

A força no papel vai se configurar em força real no Maracanã?

Vamos aguardar!