Sobre o fim dos tempos

Abril 27, 2009

Outro dia assisti a “Presságio” (Knowing, no original), com Nicholas Cage. O trailer, disponível no You Tube e outros sites e amplamente repetido nos cinemas nos meses anteriores à estréia, conta boa parte da história: uma criança, em 1959, escreve uma série de números aparentemente aleatórios, a folha é colocada numa cápsula do tempo e aberta 50 anos depois; a folha, obviamente, vai parar nas mãos do personagem de Cage e ele descobre que os números se referem a tragédias já ocorridas e que vão ocorrer ainda.

O filme segue e, fica claro, que temos um evento bem maior, algo como o fim dos tempos. Presságio não é o primeiro, muito menos será o último, nesses tempos pré-2012, ano em que o calendário acaba. Ao longo deste ano, 2010, 2011 e 2012 terremos outros filmes sobre o tal “doomsday”. Não acredito no tal fim, e estou aberto a apostas.

Mas isso não me torna um otimista nato em relação ao futuro. Desconfio que caminhamos rumo a um outro fim, causado pelo próprio homem. Essa é a pergunta que, num determinado momento, Werner Herzog faz em “Encounters at the End of the World” (Encontros no Final do Mundo, em tradução literal), documentário sobre a vida das pessoas na Antarctica.

A pergunta: Estamos caminhando para o mesmo fim dos dinossauros?

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Uma das coisas mais chocantes no documentário trata dos pinguins. Num dado momento, enquanto um grupo se desloca em direção ao mar, um deles para e começa a olhar para uma cadeia de montanhas. Fica parado um bom tempo e, por fim, começa a caminhar em direção à montanha, para o interior da Antarctica. É um caminhar solitário para a morte, porque ele não voltará mais.

Parece que ele recebeu um chamado, e vai ao encontro do seu destino final.


Belos filmes

Abril 26, 2009

Assisti dois belos filmes neste final de semana.

O primeiro é ‘Encounters at the End of the World’ (Encontros no Fim do Mundo, em tradução literal), de Werner Herzog.  É um documentário em que o cineasta vai à Antarctica. Em vez de se focar em pinguins, outros animais, na vida submarina e no ambiente inóspito, Herzog mostra as pessoas que passam um longo período no continente gelado, conta suas histórias, sonhos e desejos. É muito interessante, vale a pena assistir.

O outro filme é “Minha Vida Sem Mim”, da espanhola Isabel Coixet. A história se passa no Canadá, protagonizada por uma garota de 23 anos que descobre que tem poucos meses de vida. A direção cativante de Isabel e a interpretação contagiante da atriz Sarah Polley tornam o filme intenso e bonito. Também recomendo.


O bate-boca no STF

Abril 23, 2009

Não deixa de ser hilária esse bate-boca no Supremo Tribunal Federal (STF), entre o presidente Gilmar Mendes e o ministro Joaquim Barbosa.

Será que Gilmar Mendes vai começar, agora, uma perseguição ao ministro?


A desculpa de Rubinho

Abril 20, 2009

Rubens Barrichello sempre foi bom de desculpas. No tempo em que era segundo piloto da Ferrari, tinha sempre uma desculpa na mão para explicar porque sempre andava atrás do alemão.

Nesta segunda, saiu outra desculpa de Rubinho, após o GP da China, disputado debaixo de água. Disse que ficou sem o freio em uma das rodas traseiras, o que fez o brasileiro se sentir como um “cachorro de três patas”.

Das duas uma: ou Rubinho é o melhor piloto do planeta, por conseguir andar naquele ritmo sem o freio numa das rodas, ou o brasileiro é péssimo enrolador. Naquela pista, se ele tivesse freio em uma roda apenas, o carro simplesmente sairia para um lado, descontrolado, cade vez que brecasse. Ou não?


Susan Boyle

Abril 18, 2009

Você vai ser perguntar: quem é Susan Boyle?

Até hoje, também não sabia, mas escontrei a história dela no Guardian deste sábado. Entrei no site e, na lista dos textos mais lidos, estava “Susan Boyle: a dream come true“. Em tradução literal: “Susan Boyle: um sonho que se realiza”. Cliquei.

Susan Boyle, desempregada até uma semana atrás, foi participar do “Britains Got Talent”, programa da ITV que dá a oportunidade para pessoas comuns mostrarem seu talento como cantora. Quando ela entrou no palco, a reação inicial do público parecia tipo “espera aí, isso é uma brincadeira?”, ao verem a senhora, de 47 anos e fofinha, afirmar que queria ser cantora. Ela cantou, contagiou com uma apresentação  impecável e foi aplaudida de pé.

O vídeo virou um sucesso. Em uma semana, já foi visto 26 milhões de vezes no You Tube, a mulher deu mais de 60 entrevistas, incluindo programas como o Larry King Live, da CNN, de The Oprah Winfrey Show, que aqui é transmitdo pelo GNT.

É um história interessante, embora surreal. Acontece uma ou outra vez. E, quase sempre, a pessoa que passou do anonimato ou estrelato de forma meteórica, retorna ao anonimato.

Se ela souber aproveitar, ganha pelo menos alguns milhões.


Mundo melhor ou pior?

Abril 15, 2009

Já ouvi algumas vezes que, superada essa crise econômica, o mundo será um lugar melhor para se viver, que a dificuldade enfrentada agora vai levar a adoção de novas práticas, mais salutares.

Em parte, isso pode ser verdadeiro. Poderemos ter um controle maior desse cassino finaceiro que tomou conta da economia mundial, uma maior regulamentação do sistema bancário e, melhor do tudo isso, a adoção de novas políticas ambientais, com uma preservação maior do planeta.

Mas, desconfio, no final dessa crise, o vácuo entre ricos e pobres vai ser maior maior do que já era. Ou seja, teremos uma concentração de renda ainda maior. É muito provável que o sistema bancário esteja na mão de um grupo menor de bancos, que as grandes corporações tenham um poder ainda maior. Foi assim em todas as grandes crises anteriores, e não há razão para que isso seja diferente agora.

O pior é que esse processo de concentração é pouco perceptível, já que isso não é notícia.


Assalto e assaltos

Abril 13, 2009

Leio na Internet que a praça de pedágio entre Caxias e Farroupilha foi assaltada mais uma vez neste ano. É um crime, merece cadeia.

Mas esse não é o único assalto que mereceria cadeia aqui no Rio Grande do Sul.

Quem estipulou o valor esses pedágios – e também quem quis renovar o contrato bem antes do seu término – mereceria passar alguns dias atrás das grades. Isso porque é um assalto o valor do pedágio que se cobra no Rio Grande do Sul.


Apenas o orgulho

Abril 8, 2009

A matéria está no New York Times e mostra como algumas pessoas que perderam o emprego por conta da crise econômica estão reagindo à demissão: criando uma nova rotina, como se estivendo em alguma atividade, como ir a uma loja de departamentos diariamente, a um shopping, etc., e fazer de conta que estão trabalhando.

Detalhe: psicólogos, como base em estudos que apontam a importância do orgulho e da auto-estima, estão apoiando o comportamento, por ajudar a manter as pessoas ocupadas. A atitude de agir como se estivessem trabalhando pode ser particularmente importante num momento de crise como essa, por manter as pessoas para cima, sugerem alguns estudiosos.

Isso me lembra o livro “A Fórmula da Felicidade”, do jornalista alemão Stefan Klein. Ele foi em busca de pesquisas na área neurológica e descobriu que, algumas posturas, como sorrir, realizar atividades físicas, conviver com outras pessoas, têm uma importância enorme para o bem-estar de um pessoa.

Agir como se estivessem trabalhando, como algumas pessoas estão fazendo, parece ser uma dessas maneiras.


De volta à sala de aula

Abril 3, 2009

Em busca de especialização, retorno à sala de aula hoje, como aluno.

Vou fazer um MBA na UCS. O nome é grande, Cultura Organização e Comunicação com o Mercado: Estatégias de Ação. Torço para que o curso seja bom.