Outro dia assisti a “Presságio” (Knowing, no original), com Nicholas Cage. O trailer, disponível no You Tube e outros sites e amplamente repetido nos cinemas nos meses anteriores à estréia, conta boa parte da história: uma criança, em 1959, escreve uma série de números aparentemente aleatórios, a folha é colocada numa cápsula do tempo e aberta 50 anos depois; a folha, obviamente, vai parar nas mãos do personagem de Cage e ele descobre que os números se referem a tragédias já ocorridas e que vão ocorrer ainda.
O filme segue e, fica claro, que temos um evento bem maior, algo como o fim dos tempos. Presságio não é o primeiro, muito menos será o último, nesses tempos pré-2012, ano em que o calendário acaba. Ao longo deste ano, 2010, 2011 e 2012 terremos outros filmes sobre o tal “doomsday”. Não acredito no tal fim, e estou aberto a apostas.
Mas isso não me torna um otimista nato em relação ao futuro. Desconfio que caminhamos rumo a um outro fim, causado pelo próprio homem. Essa é a pergunta que, num determinado momento, Werner Herzog faz em “Encounters at the End of the World” (Encontros no Final do Mundo, em tradução literal), documentário sobre a vida das pessoas na Antarctica.
A pergunta: Estamos caminhando para o mesmo fim dos dinossauros?
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Uma das coisas mais chocantes no documentário trata dos pinguins. Num dado momento, enquanto um grupo se desloca em direção ao mar, um deles para e começa a olhar para uma cadeia de montanhas. Fica parado um bom tempo e, por fim, começa a caminhar em direção à montanha, para o interior da Antarctica. É um caminhar solitário para a morte, porque ele não voltará mais.
Parece que ele recebeu um chamado, e vai ao encontro do seu destino final.
Escrito por luizerbes
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