Caminhos da Colônia – foto 2
Novembro 30, 2008Livros interessantes
Novembro 30, 2008Fiquei curioso de ler A Cabana, de William P. Young. A idéia da obra me parece bem interessante: um encontro com Deus, num local palco de uma tragédia. Fica só uma dúvida: não é só mais um best-seller de segunda categoria?
Outros livros que devem ser interessante:
- O Guardião de Memórias, de Kim Edwards;
- A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafon; e
- Operação Cavalo de Tróia 3, de J.J. Benitez (pq já li os dois primeiros e gostei).
Assim é o homem
Novembro 29, 2008Primeiro li o texto na Folha de S. Paulo. O título: “A humanidade não merece a vida“, frase tirada de uma sabatina do escritor português José Saramago. A declaração dele:
“A história da humanidade é um desastre contínuo. Nunca houve nada que se parecesse com um momento de paz. Se ainda fosse só a guerra, em que as pessoas se enfrentam ou são obrigadas a se enfrentar… Mas não é só isso. Esta raiva que no fundo há em mim, uma espécie de raiva às vezes incontida, é porque nós não merecemos a vida. Não a merecemos. Não se percebeu ainda que o instinto serve melhor aos animais do que a razão serve ao homem. O animal, para se alimentar, tem que matar o outro animal. Mas nós não, nós matamos por prazer, por gosto. Se fizermos um cálculo de quantos delinqüentes vivem no mundo, deve ser um número fabuloso. Vivemos na violência. Não usamos a razão para defender a vida; usamos a razão para destruí-la de todas as maneiras -no plano privado e no plano público.”
Em seguida, navegando no site do jornal inglês The Guardian, encontrei texto sobre o lado selvagem do ser humano: próximo a Nova York, à espera de uma liquidação da rede de lojas Wall Mart, um grupo não se conteve e invadiu a loja para comprar. No caminho, deixaram um funcionário morto. Foi pisoteado, vítima da pequenez humana, abordada acima por Saramago.
Assim é o homem. Será que merecemos viver?
Será que é vírus?
Novembro 28, 2008Recebi, outro dia, esse e-mail. Uma pérola.
Procuradoria Regional da Justiça
Coordenação de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos – CODIN
Procedimento investigatório n.º 40925/2008
O Ministério Público da Justiça, no desempenho de suas atribuições institucionais, com fundamento nos artigos 137 e 119, inciso VI da Constituição Federal e artigo 6º, inciso VII, da Lei Complementar n.º 175, de 20 de maio de 1993, INTIMA Vossa Senhoria a comparecer na Procuradoria Regional do Trabalho, no dia 29 de Novembro de 2008, às 10:30 horas, a fim de participar de audiência administrativa, relativa ao procedimento investigatório em epígrafe, em tramitação nesta Regional, conforme despacho em anexo abaixo.
(segue um anexo aqui)
SAF Sul Quadra 4 Conjunto C – Brasília / DF – CEP 70050-900 – PABX: (61) 3031-5100
***
Duas considerações sobre o e-mail, que mostram que é uma fraude – ou melhor, uma isca para alguém clicar no anexo e infectar o PC com algum vírus, trojan ou algo do gênero.
1) Alguém já ouviu falar de coordenação de defesa dos interesses difusos e coletivos? Eu não. Pode até existir lá em Brasília, mas como me descobriram aqui em Caxias do Sul.
2) A convocação é para uma audiência às 10h30 deste sábado. Dúvida: o Judiciário trabalha no sábado?
Eu não vou a essa audiência, como quer o remetente. Também não vou clicar no link. Até porque a Justiça não pode me notificar por e-mail.
Viagem fúnebre
Novembro 28, 2008No retorno para casa, nesta quinta-feira, lembrei do livro “Zen e a Arte da Manutenção de Motocicleta”, de Robert Pirsig. Em um trecho, ele compara as filas de carros em ruas nos finais de tarde como uma viagem fúnebre, com pessoas cansadas e tristes se deslocando de um ponto a outro.
Parecia isso. O calor, o trânsito engarrafado, as pessoas exaustas e com pressa nos volantes, tudo se encaixa na descrição de Pirsig no livro. Talvez não apenas pareça uma viagem fúnebre, talvez seja mesmo uma viagem fúnebre, com o mundo se dirigindo a um colapso.
Clima maluco
Novembro 26, 2008O sol brilhou nos últimos dias no Rio Grande do Sul. Não choveu na semana passada e nessa, nada ainda. Só na madrugada de sábado caiu uma água, mas foi só. No somatório geral, não choveu muito.
Nesse mesmo período, choveu de forma assustadora em Santa Catarina, principalmente na região mais próxima ao litoral e à Serra. A terra cedeu, matando várias pessoas em deslizamentos, as estradas estão interrompidas e um monte de gente está desalojada. No total, mais de 100 pessoas morreram na tragédia.
O que explica tal diferença nas chuvas em estados vizinhos?
Recorde de visitas
Novembro 25, 2008Na terça-feira, quebrei o meu recorde de visitantes no blog. Não foi muito, mas foi o máximo até agora nesta brincadeira virtual.
Qual a razão? Não sei. Alguém sabe?
(abraços, fui dormir; o dever me chama nesta quarta).
Filmes B
Novembro 25, 2008Volta e meia, assisto algum filme B. Na verdade, na maioria das vezes, assisto até a metade do filme B, já que a história sempre vai pro beleléu, literalmente.
Hoje à noite assisti a Doomsday, filme sem nenhum ator conhecido (pelos não tinha visto a cara de nenhum deles até então), um diretor que jamais ouvi falar. Trata do fim do mundo, previsto para o tal dia 21 de dezembro de 2012.
O filme começa bem. Acontecimentos em várias partes dos Estados Unidos e México, com contagem regressiva. Um terremoto aqui, um vulcão ali, um tornado acolá e assim por diante. Ou seja, começa bem. Aos poucos, porém, a história descamba. Vira algo religioso, como se Deus, ao mesmo tempo em que destrói o planeta, resolve dar um novo começo à humanidade.
Ou seja, o mundo acaba, mas pelo menos acaba bem. Há esperança no fim do túnel (e não é um trem em alta velocidade).
***
Na história rescente, o mundo está acabando volta e meia. Pelo menos, assim anunciam as previsões. Primeiro, tudo acabava no ano 2000. Que decepção! Nada aconteceu, nem o blecaute na área de informática ocorreu.
Agora, é 2012. Exatamente no dia 21 de dezembro de 2012. Como? Vai saber!
Eu não acredito. O homem ainda vai acabar com o planeta, mas será aos poucos: uma floresta destruída aqui, um rio poluído ali, enchentes sem fim em um lugar e seca e outro, fome, guerra.
Não temos direito a um gran finale. A menos que apareça um meteoro e diga: “peguei vocês”.
Péssimo exemplo
Novembro 23, 2008Sábado saí a passear de carro, como costume fazer nos finais de semana. É uma voltinha aqui, outra lá, nada muito cansativo ou custoso.
Fui pelo Caminhos da Colônia, uma rota turística entre Caxias do Sul e Flores do Cunha que começa no bairro Nossa Senhora da Saúde (próximo aos pavilhões da Festa da Uva). Segui numa velocidade compatível com a estrada, e logo alguém colou em mim. Num determinado momento, ele me passou e começou a acelerar. Alguns metros depois, jogou para o meio da pista um resto de sorvete com papel, sujando a rua.
Acelerei um pouco e peguei parte da placa: IEW-xx40. Não posso fazer nada, afora esse post. Mas bem que poderia xingá-lo com alguns palavrões, bem merecidos. Só que não adianta. Com pessoas assim, com dinheiro na carteira e cérebros vazios, não há muito o que fazer.
Desconfio que eles são maioria, só que eles não conseguir destruir o meio ambiente. Antes que isso ocorra, o meio ambiente se revoltará…
Bruxa à solta
Novembro 21, 2008Fui num almoço na Forqueta e, entre a ida e volta, passei por dois acidentes.
O primeiro, na ida, envolveu um caminhão, que se perdeu numa curva. Com a violência do choque, a cabine se soltou do restante do caminhão. Não sei se houve vítima ou não.
Na volta, outra batida, entre um caminhão e um Corsa. Apenas peguei o engarrafamento, desviei dele e voltei ao trabalho. Uma pessoa morreu no local, segundo contaram. Um colega nosso, que sempre está por perto quando algo assim ocorre, estava passando pelo local e tirou fotos com o celular. Vi à distância as imagens, mas a coisa foi feia.
Os acidentes ocorreram em trechos complicados da Rota do Sol, próximo à área urbana de Caxias do Sul. É o trânsito matando cada vez mais. Não por acaso. Com estradas e motoristas que temos, o número de vítimas só tende a aumentar.
Paliativos picaretas, como a Lei Seca do ministro-candidato Tarso Genro, não vão mudar essa realidade.
Decepções e alegrias
Novembro 20, 2008Diariamente, temos decepções e alegrias. Hoje, tive as duas.
Não foi exatamente nesta ordem. Na verdade, primeiro veio a coisa agradável, boa; mais tarde, a decepção. Uma nada a ver com a outra.
E amanhã, como será?
Talvez venham as duas, espero que não nessa ordem. É melhor terminar o dia com algo bom do que com algo ruim.
Duplica RS ou Aplica RS?
Novembro 18, 2008Há dias só se fala no tal plano da Yeda, denonimado oficialmente de Duplica RS e chamado por alguns de Aplica RS. Por conta de algumas obras, a governadora quer ampliar as concessões por mais 15 anos. É um preço justo, garante dona Yeda. Será?
Para mim, essa discussão se é bom para os usuários ou não é irrelevante. A questão está um pouco acima disso: como pode se falar na ampliação de um contrato que envolve bilhões sem seguir o trâmite correto, que seria uma nova licitação. Ou melhor: porque não ouvir a população, em vez de tentar definir as coisas dentro de quatro portas e sem revelar todas as cláusulas do contrato?
Nós precisamos de estradas boas, mas isso não ocorre atualmente. As que não são pedagiadas foram abandonadas pelos governos da dona Yeda ou do presidente Lula. Eles seguem cobrando os impostos, mas se esquecem de cuidar das estradas. As pedagiadas estão em melhor estado, mas uma boa parte delas está longe de ser boa. É só andar no trecho entre Caxias e Farroupilha, muito desnivelada. Pelo preço cobrado, é um absurdo.
Como nós podemos ter boas estradas? Temos duas opções: ou o governo assume o pepino e cuida delas, ou ele repassa para empresas a tarera de fazer a manutenção com o dinheiro cobrado em pedágios. Parece que o governo não se decidiu nem por uma nem por outra, já que a proposta é apenas manter a situação como está – com pedágios onde há grande fluxo de veículos (e ali, com estradas em estado razoável) e sem pedágio aquelas em que não é um bom negócio (e com estradas esburacadas).
Com essa proposta, dona Yeda não vai resolver o problema das estradas gaúchas. Yeda apenas vai prolongar o problema até 2028, inviabilizando qualquer solução até lá. O Estado vai perder, a economia gaúcha vai amargar, os motoristas vão seguir guiando por estradas ruins e ultrapassadas, as pessoas vão continuar morrendo em acidentes em um nível muito acima do razoável.
Ou seja, todos perdem. Ou melhor, quase todos perdem. Porque, não houvesse beneficiados, ninguém iria propor esse Aplica RS.
Eu perdi o tremor
Novembro 10, 2008Na madrugada desta segunda-feira, a terra tremeu em Caxias do Sul. Foi coisa pequena, nenhuma casa caiu, mas em alguns bairros pessoas deixaram as casas e apartamentos de pijama, com medo de que tudo viesse abaixo. Foi um susto enorme para muitos.
Ouvi relatos. Uma senhora, colega de trabalho, ouviu um estrondo forte, sentiu a casa tremer de leve e se apavorou. Na casa dela, ela foi a única a acordar com o tremor.
Mas a maioria nada ouvi. Eu também perdi o tremor. Não ouvi nada, não senti nada. Acordei duas horas depois, como se nada tivesse acontecido.

Escrito por luizerbes
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