Escrevi uma resenha sobre o livro “A Cidade dos Vidros”, que terminei de lei. O texto está no site Shvoong, onde o internauta encontra outras resenhas minhas. Para ler, clique aqui.
***
“A Cidade dos Vidros” começa como muitos livros policiais – e, por conseqüência, filmes do gênero. Detetives chegando na cena do crime, um corpo sem vida em um apartamento, um detalhe intrigante. Alguns clichês básicos, na costumeira análise dos críticos de cinema. Nos capítulos seguintes, o leitor se depara com a tradicional história do detetive em busca não apenas do assassino, mas também atrás dos motivos de um crime cuja explicação parece distante. Aos poucos, porém, “A Cidade dos Vidros” começa a surpreender e se revela um livro de primeira linha do escritor islandês Arnaldur Indridason.
A leitura é fácil, mas o texto está longe de cair nos lugares comuns das obras policiais. A história, que se anuncia simples no início, torna-se complexa. Personagens novos entram em cena, o passado da vítima começa a vir à tona, os motivos, aos poucos, emergem em parágrafos interligados com habilidade pelo autor. O leitor acompanha os passos do protagonista, o detetive Erlendur, e volta ao passado da vítima em busca das razões que o levaram à morte.
A história se passa na Islândia, um pequeno país no mar gelado do Atlântico Norte. As cidades com nomes esquisitos, assim como os personagens de nomes igualmente estranhos, ocupam as páginas de “A Cidades dos Vidros”, um livro com texto direto e, tal como afirma uma citação do jornal inglês The Times na capa, uma “leitura eletrizante”. Vale à pena ler. Não é nenhum clássico, mas Arnaldur Indridason nos presenteia com um belo livro policial, infinitamente superior a muito best-seller vendido como se fosse uma obra-prima.
Escrito por luizerbes
Escrito por luizerbes 

Escrito por luizerbes 