Revi – ou vi, já que não lembrava de quase nada do filme – Bagdad Café neste sábado. Dirigido pelo alemão Percy Adlon, com a alemã Mariane Sägebrecht como protagonista, é uma obra tocante que vale ser vista ou revista. É, também, uma lição de vida.
A história se passa no deserto de Mojave, entre a Califórnia e o Nevada. A personagem interpretada por Mariane briga com o marido e acaba sozinha na estrada. Vai parar no Bagdad Café, uma espelunca de beira da estrada que, apesar da resistência da dona, ela começa a recuperar. Aos poucos, a alemã transforma o lugar e as pessoas.
A sequencia mais tocante é a da alemã limpando o lugar, depois que a proprietária vai fazer compras. Quando a nova volta, ela fica furiosa com a alemã, queria a sua bagunça de volta.
A cena me remeteu a um fato ocorrido neste sábado à tarde. Estava no bairro Pioneiro, junto com o fotógrafo Maicon Damasceno, acompanhando o prefeito José Ivo Sartori. A sede bateu e perguntámos onde havia um lugar para comprar uma água.
- Na rua em frente, dobra a direita – orientou um menino.
Fomos lá. O Maicon entrou. Pediu água com gás. A dona disse que não tinha. Ele pediu água. Não tinha.
- Só tem Coca-Cola – disse a dona.
- Garrafa de 600 ml? – perguntou o Maicon.
- Não, só latinha – respondeu a dona.
Maicon pediu a latinha. A dona foi lá, procurou na geladeira e nada encontrou.
- Só tem Coca quente.
Maicon ainda pediu se ela tinha algum outro refrigerante na geladeira, mas a resposta também foi um não. Fomos embora com sede.
Falta a alemã do Bagdad Café ali para ajeitar as coisas.
Escrito por luizerbes
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