Ser pobre amplia os riscos
Maio 8, 2008 de luizerbes
Temporais, ciclones, furacões e terremotos ocorrem em várias partes do mundo, mas os danos variam de região para região.
O maior risco não é morar numa região dessas. O maior risco é ser pobre.
No “ciclone gaúcho”, que varreu a costa do Estado no sábado, os danos foram gerais. Árvores caíram em áreas ricas e pobres, faltou luz em bairros nobres e em vilas, alagamentos ocorreram em lugares que não podem ser considerados pobres. Mas os efeitos recaíram mais sobre os pobres. Ou você viu, na TV, algum casarão de Porto Alegre com água invadida em alguma reportagem do final de semana?
O mesmo vale para o caso de Mianmar. Curiosamente, no mesmo período em que ocorreu o ciclone no país asiático, um tornado varreu os Estados Unidos. Os prejuízos foram grandes nos dois lugares, mas a tragédia só se consumiu para os pobres do país asiático. Perderam tudo, milhares morreram, numa tragédia difícil de dimensionar.
A pobreza faz mal. É um fator de risco, muito maior do que um ciclone ou um furacão.
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Curioso no caso de Mianmar é que o país asiático é governado por um tirano não-alinhado com Washington e que, por isso, padece com embargos e bloqueios econômicos. O bloqueio afeta a todos, mas os governos resistem.
Quem sofre mesmo é a população, não os governos.
Quem paga o pato são sempre as pessoas comuns, nunca os governos.
Am I wrong, George War Bush?