Tragédias no futebol

Maio 8, 2008

Tragédia não é um termo que combina com o futebol – a menos que caia uma arquibancada, morram dezenas, etc. Mas a palavra é usada regularmente para fracassos retumbantes.

Historicamente, há várias dessas “tragédias”. Só a Seleção Brasileira amargou duas em Copas do Mundo, uma em 1950, no Maracanã, e outra em 1982, no Estádio do Sarriá (Espanha). Cada seleção, cada clube tem o que pode ser chamado de tragédia particular.

Grêmio e Juventude tiveram as suas tragédias neste ano. O tricolor, num intervalo de quatro dias, deu adeus ao Gauchão e à Copa do Brasil. O alviverde também sonhava com o título do Gauchão, mas levou uma goleada que dificilmente o torcedor esquecerá. Um 8 a 1 para o Inter, no Beira-Rio.

Nesta quarta-feira, o país assistiu a mais uma dessas tragédias.

O Flamengo, em festa após conquistar o título Carioca, enfrentava o América do México, no Maracanã. Como tinha ganho por 4 a 2 no México, podia perder até por 2 a 0 ou 3 a 1. Com a vaga encaminhada, o clube preparou a festa de despedida para Joel Santana, o técnico que vai treinar a seleção da África do Sul. Parecia haver lugar apenas para a euforia no Maracanã.

Então, o improvável ocorreu. O América fez 1 a 0, depois 2 a 0, tudo no primeiro tempo.

Na etapa final, veio o 3 a 0. O Flamengo não reagiu e deu adeus à Libertadores.

O torcedor rubronegro não vai esquecer esse dia 8 de maio de 2008 tão cedo.


Ser pobre amplia os riscos

Maio 8, 2008

Temporais, ciclones, furacões e terremotos ocorrem em várias partes do mundo, mas os danos variam de região para região.

O  maior risco não é morar numa região dessas. O maior risco é ser pobre.

No “ciclone gaúcho”, que varreu a costa do Estado no sábado, os danos foram gerais. Árvores caíram em áreas ricas e pobres, faltou luz em bairros nobres e em vilas, alagamentos ocorreram em lugares que não podem ser considerados pobres. Mas os efeitos recaíram mais sobre os pobres. Ou você viu, na TV, algum casarão de Porto Alegre com água invadida em alguma reportagem do final de semana?

O mesmo vale para o caso de Mianmar. Curiosamente, no mesmo período em que ocorreu o ciclone no país asiático, um tornado varreu os Estados Unidos. Os prejuízos foram grandes nos dois lugares, mas a tragédia só se consumiu para os pobres do país asiático. Perderam tudo, milhares morreram, numa tragédia difícil de dimensionar.

A pobreza faz mal. É um fator de risco, muito maior do que um ciclone ou um furacão.

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Curioso no caso de Mianmar é que o país asiático é governado por um tirano não-alinhado com Washington e que, por isso, padece com embargos e bloqueios econômicos. O bloqueio afeta a todos, mas os governos resistem.

Quem sofre mesmo é a população, não os governos.

Quem paga o pato são sempre as pessoas comuns, nunca os governos.

Am I wrong, George War Bush?