Tragédia não é um termo que combina com o futebol – a menos que caia uma arquibancada, morram dezenas, etc. Mas a palavra é usada regularmente para fracassos retumbantes.
Historicamente, há várias dessas “tragédias”. Só a Seleção Brasileira amargou duas em Copas do Mundo, uma em 1950, no Maracanã, e outra em 1982, no Estádio do Sarriá (Espanha). Cada seleção, cada clube tem o que pode ser chamado de tragédia particular.
Grêmio e Juventude tiveram as suas tragédias neste ano. O tricolor, num intervalo de quatro dias, deu adeus ao Gauchão e à Copa do Brasil. O alviverde também sonhava com o título do Gauchão, mas levou uma goleada que dificilmente o torcedor esquecerá. Um 8 a 1 para o Inter, no Beira-Rio.
Nesta quarta-feira, o país assistiu a mais uma dessas tragédias.
O Flamengo, em festa após conquistar o título Carioca, enfrentava o América do México, no Maracanã. Como tinha ganho por 4 a 2 no México, podia perder até por 2 a 0 ou 3 a 1. Com a vaga encaminhada, o clube preparou a festa de despedida para Joel Santana, o técnico que vai treinar a seleção da África do Sul. Parecia haver lugar apenas para a euforia no Maracanã.
Então, o improvável ocorreu. O América fez 1 a 0, depois 2 a 0, tudo no primeiro tempo.
Na etapa final, veio o 3 a 0. O Flamengo não reagiu e deu adeus à Libertadores.
O torcedor rubronegro não vai esquecer esse dia 8 de maio de 2008 tão cedo.
Escrito por luizerbes
Escrito por luizerbes