Escrevi um resumo do livro “O Analista”, de John Katzenbach, para o site Shvoong. Para ler o texto, clique aqui.
Redução da jornada de trabalho
Maio 2, 2008O tema está posto na mesa. Como ele será discutido? Será uma discussão honesta ou o assunto ficará restrito a uma discussão empresário versus trabalhador, como se o tema colocasse um contra o outro e quatro horas a menos de trabalho resultassem num caos.
O principal argumento contra a redução da jornada de trabalho será a perda de competitividade das empresas. É uma falácia, mas isso não vai impedir que ele seja repetida a exaustião pelos defensores do atraso no país – que, como sabemos, são muitos, inclusive alguns que, na mídia, se apresentam como modernos.
Nos últimos 20 anos, as empresas sérias tiveram um ganho de produtividade enorme. O surgimento de novas tecnologias e máquinas mais eficientes elevou a produção sem se contratar mais. Uma empresa que, há 20 anos, produzia uma quantidade xis, hoje produz três, quatro ou cinco vezes a mais, com o mesmo número de funcionários (ou menos até).
O ganho não se restringe à indústria. O setor de serviços cresceu e conta hoje com tecnologias que não existiam há 20 anos. A informática, embora também represente um custo, levou a uma eficiência infinitamente maior do que há duas décadas em escritórios. Você duvida? Pergunte a qualquer um que trabalha em escritório.
Se nesta discussão levarmos em conta apenas a competitividade, vamos ter de reduzir a jornada de trabalho em mais do que quatro horas. Talvez oito ou 12. Portanto, esse argumento de perda de competitividade não convence.
Escrito por luizerbes
Escrito por luizerbes