Frase do dia

Maio 28, 2008

“Em um coração cheio há espaço para tudo, e em um coração vazio não há espaço para nada.”
Antonio Porchia

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E aí, como anda o seu coração?


Insônia

Maio 28, 2008

Me deu uma insônia agora a noite. Motivo? Provavelmente o excesso de trabalho, longas e intermináveis horas no serviço.

Trabalhei sábado, das 5h às 14h; domingo, das 5h às 12h; e segunda-feira, das 5h às 16h. Hoje, foi um dia normal, oito horas.

Nesta quarta-feira, mais horas excedentes, devido a uma palestra de noite.

Na sexta, idem.

No sábado, idem.


Imagens da Romaria de Caravaggio

Maio 25, 2008

Anúncio colocado por um vendendor na Romaria de Caravaggio


Coitada da bola

Maio 17, 2008

Fui assistir Juventude e Criciúma nesta sexta-feira à noite, em Caxias do Sul, pela Série B. O Juventude venceu por 1 a 0, o time catarinense foi derrotada, mas, não me resta um pingo de dúvida, a maior vítima da noite foi a bola. Coitada, levou cada rasteira e ponta-pe de dar dó.

Voltei para casa decepcionado. Ao pegar o elevador, encontrei um amigo meu, gremista de ir ao Olímpico sempre que pode, e falei do jogo. Ele me assegurou que a Série B é assim mesmo. É bola quebrada, é bola maltratada o tempo inteiro.

Se for verdadeira a tese desse meu amigo – um professor experiente -, assistir a jogos do Juventude nesta Série B vai ser um exercício de resistência, de devoção e amor ao clube.

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No jogo desta noite ficou claro outra coisa: não é apenas a qualidade do futebol que despenca, o nível da arbitragem também é outro. Se os jogadores “quebram” a bola, o árbitro “judia” do apito.


Israel, vítima ou vilão?

Maio 16, 2008

Palestinos exilados revelam o outro lado dos 60 anos de Israel
Dezenas de manifestações na Cisjordânia, Gaza, Síria, Jordânia e Líbano, para comemorar a Nakba (Catástrofe), a outra face do aniversário israelense

Juan Miguel Muñoz
Em Beirute

“Como vamos esquecer, se Israel nos lembra nossa história com suas matanças de cada dia?” Omar Suleiman Turk, 62 anos, nascido em Haifa e expulso para o Líbano em 1948 ainda bebê, junto com seus pais e uma irmã, faz um resumo superficial de sua vida miserável no campo de refugiados de Chatila, em Beirute: “Nunca conheci vários de meus irmãos maiores. Creio que um deles vive no Egito. Sei que outro morreu lutando com o exército jordaniano. Dos outros, não sei nada”, comenta. Não é uma história excepcional. É fácil escutar narrativas dramáticas em qualquer dos países árabes que cercam Israel, onde na quinta-feira os palestinos comemoraram a Nakba, a “Catástrofe”: o desterro maciço de mais de 700 mil pessoas de sua terra na antiga Palestina e depois no recém-fundado Estado de Israel.

Hoje são 4,5 milhões de refugiados que, divididos como sempre, saíram às ruas em dezenas de manifestações na Cisjordânia, Gaza, várias cidades da Síria, Jordânia e Líbano. Chaves que simbolizam as casas das quais foram expulsos, milhares de bolas pretas -uma para cada dia transcorrido desde 15 de maio de 1948-, sirenes e discursos moderados e incendiários salpicaram os atos em memória de sua tragédia, enquanto o presidente dos EUA, George W. Bush, falava no Parlamento israelense sobre o “terrorismo e a maldade”.

“Passaram 60 anos. Já é hora de acabar com o desastre do povo palestino”, declarou o presidente palestino, Mahmud Abbas, que negocia com o Executivo israelense um acordo de paz emperrado. Os dirigentes do Hamas seguem outro caminho. “Não reconhecemos Israel. Não reconhecemos Israel”, insistiu Mahmud Zahar, um dos líderes islâmicos em Gaza.

Seis décadas depois, o 1,5 milhão de habitantes de Gaza -ocupada pelo Egito até 1967- vivem hoje o assédio brutal de Israel, condenado pela totalidade das organizações de direitos humanos. A Cisjordânia sofre uma ocupação militar que transformou suas cidades e povoados em cárceres submetidas a um regime militar. A radicalização das jovens gerações é palpável. “Eu sou da OLP”, afirma Omar Suleiman, o refugiado de Chatila, “mas a maioria dos jovens segue o Hamas ou a Jihad Islâmica.”

Se os campos de refugiados palestinos da Cisjordânia e de Gaza são miseráveis, os do Líbano são autênticos “lixões”. Chatila, cenário da chacina em setembro de 1982 que horrorizou o mundo, é um espanto. Ain el Helwe, vizinha a Sidon, cidade no sul do Líbano, também é um lugar repugnante. Provavelmente são os refugiados palestinos neste país que mais sofrem. Eles não têm o direito de exercer 73 profissões e, como acontece nos demais países árabes, também não adquirem a cidadania do país de acolhimento. Muitos deles por vontade própria, para resistir à tentação da assimilação.

Alguns milhares, fugidos depois da guerra de junho de 1967, nem sequer podem abandonar os campos porque não têm documentação. Dificilmente pode surgir moderação em semelhante ambiente: um amontoado de barracos fétidos, edifícios separados por ruas de um metro de largura e um desemprego assustador.

Texto do jornal espanhol El País, traduzido pelo UOL.


Desigualdade brasileira

Maio 15, 2008

Duas conclusões de um estudo do IPEA, divulgado nesta quinta-feira, em Brasília:

- os 10% mais ricos concentram 75% da riqueza do país;

- os 10% mais pobres do país comprometem 33% de seus rendimentos em impostos, enquanto que os 10% mais ricos pagam 23% em impostos.

É o Brasil desigual que emerge em cada levantamento estatístico. Essa realidade é visível também na mídia. Os bancos nunca ganharam tanto, a bolsa de valores nunca subiu tanto, as empresas poucas vezes faturaram como agora.

Mas o salário…


Pobre das madrastas

Maio 15, 2008

Esse é um tempo difícil para as madrastas.

Um episódio, ocorrido em um hospital em Caxias do Sul, comprova isso. Segue a história, sem nomes, até porque apenas ouvi o relato.

Uma criança, de nove anos, foi levada pela mãe ao hospital e atendida por uma psicóloga. Essa repassou o caso para um psiquiatra, que conversou com a menina.

A consulta vai e fica claro que os pais da criança estão se separando. O psiquiatra pergunta:

- O que você acha de morar com o seu pai?

A menina responde:

- Eu não. Olha só o que aconteceu a Isabela!

O diálogo é sugestivo e mostra o ocaso das madrastras. Depois da morte da menina Isabela em São Paulo, supostamente pelas mãos diabólicas da madrasta e com o auxílio do pai, elas estão no fim da fila das preferências. Vão ter de conviver por um bom tempo com rejeição de filhos, afinal ninguém quer ter o triste fim que Isabela teve.

A coisa está mais ou menos assim: entre morar em baixo da ponte e na casa da madrasta, muitos meninos ou meninas talvez escolham o abrigo da ponte. Pode ser um pouco mais frio ou desconfortável, pelo menos é mais seguro.


Eliminação colorada

Maio 15, 2008

O Inter jogou mal contra o Sport. E assim deu adeu à Copa do Brasil contra um adversário inferior. Mas caiu por 3 a 1 e agora tem pela frente o Brasileirão, um campeonato bem mais difícil. É ali que o clube gaúcho terá de brigar pelo título.

Toda a vitória traz riscos de avaliação incorreta, toda derrota vem acompanhada de lições. A lição desta quarta-feira para o Inter é que futebol, além de qualidade, requer garra, determinação e envolvimento dos 11 atletas em campo. Só assim se ganha.

Se faltar um desses itens, o tropeço vem como castigo.

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Com a eliminação colorada, o Rio Grande do Sul amplia o seu jejum em conquistas na Copa do Brasil. O último a ganhar a competição foi o Grêmio, em 2001. Depois disso, só fracassos.

Desde então, o futebol gaúcho não teve grandes conquistas nacionais. Aliás, teve. O Grêmio foi campeão da Série B em 2006, uma competição que, certamente, o tricolor não gostaria de ter disputado.


A estréia dos Gaúchos

Maio 11, 2008

Os três principais clubes gaúchos estrearam neste final de semana em campeonatos nacionais – o Juventude na Série B e a dupla Gre-Nal, na Série A.

O Juventude se deu mal no sábado. Depois da histórica goleada sofrida para o Inter, na final do Gauchão, o alviverde de Caxias do Sul perdeu para o Ceará. O time jogou mal, mostrou deficiências na zaga e teve um péssimo aproveitamento no ataque. Até pênalti perdeu. Resultado: 2 a 1 para o Ceará.

Detalhe: como o Ceará é um time ainda formação, que também jogou mal, o Juventude precisa urgentemente de reforços de qualidade.  A começar pela zaga, uma “mãe” para os adversários. Sem isso, não há como sonhar em voltar a Série A em 2008.

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Na Série A, o Grêmio desbancou o favorito São Paulo. Não vi o jogo, mas pelo que li, o time foi bem, soube neutralizar o tricolor paulista, fez 1 a 0 com o zagueiro Pereira, segurou o placar e manteve Celso Roth no cargo.

Com isso, o time salvou a direção do Grêmio de um fiasco sem precedentes. Imagina alguém demitir um técnico após uma derrota, depois de um mês de preparação. Seria falta de convicção e um desperdício de tempo para entrar no livro dos recordes. Agora não é hora de demitir técnico.

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O Inter, de olho na Copa do Brasil, poupou os seus titulares, e ainda assim venceu. O zagueiro Sidnei, que para alguns não joga nada, fez o gol da vitória colorada. Gol que quebrou um tabu. Nos noves Brasileirões anteriores, o Inter sempre havia sofrido um revés na estréia.

A vitória de 1 a 0 mostrou que o Inter tem força. Além de titulares bons, tem reservas que podem dar conta do recado. Isso é vital num campeonato longo como este Brasileirão.


A favor do atraso?

Maio 9, 2008

O salário mínimo nacional é de R$ R$ 415.

O salário mínimo regional, entre R$ 477 e R$ 519. Ou seja, é um pouco superior ao nacional o valor do mínimo no Rio Grande do Sul. Que, mesmo em R$ 519, não dá para muita coisa.

O que o nosso vice-governador pensa disso? Um absurdo. Para Paulo Afonso Feijó, o mínimo regional sequer deveria existir.

Na mídia, Paulo Feijó posa de moderno. Na realidade, faz o papel de defensor do atraso e parece ser a favor de políticas que visam estimular a concentração de renda.


Tragédias no futebol

Maio 8, 2008

Tragédia não é um termo que combina com o futebol – a menos que caia uma arquibancada, morram dezenas, etc. Mas a palavra é usada regularmente para fracassos retumbantes.

Historicamente, há várias dessas “tragédias”. Só a Seleção Brasileira amargou duas em Copas do Mundo, uma em 1950, no Maracanã, e outra em 1982, no Estádio do Sarriá (Espanha). Cada seleção, cada clube tem o que pode ser chamado de tragédia particular.

Grêmio e Juventude tiveram as suas tragédias neste ano. O tricolor, num intervalo de quatro dias, deu adeus ao Gauchão e à Copa do Brasil. O alviverde também sonhava com o título do Gauchão, mas levou uma goleada que dificilmente o torcedor esquecerá. Um 8 a 1 para o Inter, no Beira-Rio.

Nesta quarta-feira, o país assistiu a mais uma dessas tragédias.

O Flamengo, em festa após conquistar o título Carioca, enfrentava o América do México, no Maracanã. Como tinha ganho por 4 a 2 no México, podia perder até por 2 a 0 ou 3 a 1. Com a vaga encaminhada, o clube preparou a festa de despedida para Joel Santana, o técnico que vai treinar a seleção da África do Sul. Parecia haver lugar apenas para a euforia no Maracanã.

Então, o improvável ocorreu. O América fez 1 a 0, depois 2 a 0, tudo no primeiro tempo.

Na etapa final, veio o 3 a 0. O Flamengo não reagiu e deu adeus à Libertadores.

O torcedor rubronegro não vai esquecer esse dia 8 de maio de 2008 tão cedo.


Ser pobre amplia os riscos

Maio 8, 2008

Temporais, ciclones, furacões e terremotos ocorrem em várias partes do mundo, mas os danos variam de região para região.

O  maior risco não é morar numa região dessas. O maior risco é ser pobre.

No “ciclone gaúcho”, que varreu a costa do Estado no sábado, os danos foram gerais. Árvores caíram em áreas ricas e pobres, faltou luz em bairros nobres e em vilas, alagamentos ocorreram em lugares que não podem ser considerados pobres. Mas os efeitos recaíram mais sobre os pobres. Ou você viu, na TV, algum casarão de Porto Alegre com água invadida em alguma reportagem do final de semana?

O mesmo vale para o caso de Mianmar. Curiosamente, no mesmo período em que ocorreu o ciclone no país asiático, um tornado varreu os Estados Unidos. Os prejuízos foram grandes nos dois lugares, mas a tragédia só se consumiu para os pobres do país asiático. Perderam tudo, milhares morreram, numa tragédia difícil de dimensionar.

A pobreza faz mal. É um fator de risco, muito maior do que um ciclone ou um furacão.

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Curioso no caso de Mianmar é que o país asiático é governado por um tirano não-alinhado com Washington e que, por isso, padece com embargos e bloqueios econômicos. O bloqueio afeta a todos, mas os governos resistem.

Quem sofre mesmo é a população, não os governos.

Quem paga o pato são sempre as pessoas comuns, nunca os governos.

Am I wrong, George War Bush?


Sem fairplay

Maio 5, 2008

Aconteceram coisas estranhas no domingo de decisões estaduais.

No Beira-Rio, o Juventude não entrou em campo a tempo de ouvir os hinos do Brasil e do Rio Grande do Sul, quebrando o protocolo e, acima de tudo, o que manda o bom senso.

Em Curitiba, ocorreu algo igualmente condenável. O Atlético-PR, dono do mando do jogo de volta da decisão contra o Coritiba, ganhou por 2 a 1, mas o título ficou com o rival. E, assim, não houve entrega da taça. Porque o Atlético-PR não deixou que o troféu fosse entregue na Arena da Baixada.

Atitudes que não são do futebol. Atitudes que merecem punição.


Mais uma tragédia

Maio 5, 2008

O silêncio das autoridades é inexplicável, assim como a falta de cobrança da mídia.

Na noite de domingo, mais uma pessoa perdeu a vida na altura do Posto São Luiz, num acidente envolvendo um Vectra e uma Saveiro. Maria Barea Donadelli, 36 anos, perdeu a vida na batida.

Dona Maria figura, agora, nas estatísticas e integra o rol de vítimas da irresponsabilidade de governos. No caso específico, da irresponsabilidade do governo estadual, que faz de conta que o problema não é ele.

Até quando?


Festa colorada

Maio 4, 2008

O jogo começou assim, de igual para igual. O Inter atacando, o Juventude atacando.

A partir de um determinado momento, mudou. Só o Inter continuava a atacar.

E, a partir dos 25 minutos, o Inter começou a fazer gols. Primeiro com Danny Moraes, de cabeça. Festa no Beira-Rio.

Logo depois, aos 29, Fernandão fez 2 a 0. Aos 31, Fernandão marcou o terceiro. Aos 37, Alex, o grande destaque do campeonato, colocou a bola no ângulo, em uma cobrança de falta perfeita: 4 a 0. O Beira-Rio entrou em êxtase.

Veio o segundo tempo. Aos quatro minutos, Fernandão fez o quinto do Inter, o terceiro dele. Aos oito, Nilmar ampliou para 6 a 0.

O título estava sacramentado.

Índio fez mais dois gols. Um contra e outro a favor.

Nos acréscimos, num pênalti sobre Andrezinho, Clemer decretou o 8 a 1.

O título foi justo.

O 8 a 1 foi um exagero.