Empate frustrante
Março 29, 2008O Caxias foi muito bem até os 47 minutos do segundo tempo. Dominou o São José, criou as melhores chances e fez 1 a 0, com Kempes. Poderia ter feito mais gols, mas o goleiro Nei teve uma noite de goleiro grande.
Então, numa bola erguida para a área, sem grandes pretensões, o Caxias entregou o empate. O goleiro Juninho, que deveria ter saído, não saiu. O zagueiro, que deveria ter afastado a bola para a escanteio, colocou ela para o lado. Resultado: um cruzamento na cabeça de Poty, e gol.
O 1 a 1 deixa o Caxias em boas condições de garantir a vaga. Mas o 1 a 0 teria liquidado, virtualmente, o mata-mata.
A fragilidade do Juventude diante do Grêmio
Março 29, 2008Juventude e Grêmio jogaram neste sábado, no Centenário, pelas quartas-de-final do Gauchão. Deu Grêmio, é claro. O tricolor fez 2 a 1 e está perto das semifinais do estadual. Ao Juventude, resta vencer o Grêmio, no Olímpico, por dois gols de diferença ou por um gol, deste com placares acima de 3 a 2 (4 a 3, assim por diante). Difícil? Pelo time que tem, impossível.
Neste sábado, o Juventude mostrou sua fragilidade diante do Grêmio. Resistiu a poucos minutos de pressão. Sofreu o primeiro gol aos oito minutos. Depois, tentou reagir, teve uma bola na trave mas levou o segundo, também marcado por Reinado. Na etapa final, descontou. Mas perdeu e se complicou.
O técnico Zetti terá muito trabalho a fazer no Juventude.
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Daqui a pouco, vou ver o Caxias no jogo diante do São José, em Porto Alegre. A minha dúvida: qual Caxias eu vou ver? Aquele que jogou bem contra o Grêmio, Novo Hamburgo e 15 de Novembro? Ou aquele que atuou mal contra o Santa Cruz?
Conto no site Lulu.com
Março 27, 2008Editei um novelinha curta no site canadense Lulu.com. O título é “A História de Carlos (não o Chacal)”. O livrinho pode ser baixado gratuitamente.
Sobre o futebol caxiense
Março 27, 2008Caxias do Sul ficou sem o Ca-Ju. O Juventude perdeu na quarta-feira para o São José (2 a 1) e frustrou a realização do clássico pelas quartas-de-final do Gauchão. Agora, o Juventude encara o seu fantasma, o Grêmio. O Caxias enfrenta o São José. Os confrontos dos dois mata-matas começam neste sábado.
A tarefa do Juventude é ingrata. Com um time apenas razoável, o Juventude se complicou na primeira fase. Salvou-se com as duas vitórias sobre o Inter, freguês de carteirinha. A partir desse sábado, tem o desafio gigantesco pela frente no mata-mata contra o Grêmio.
Uma brincandeira de um amigo, nesta quinta, exemplifica o desafio alviverde: “Quando o Grêmio estiver ali pelo Caí, já estará ganhando por 1 a 0. Quando chegar no Samuara, o placar já será de 2 a 0.” Brincadeira, é claro. O jogo vai começar com 0 a 0, mas o peso psicológico que paira sobre o Juventude dá ao tricolor uma vantagem de 2 a 0.
A tarefa do Caxias é mais simples, o que não significa dizer que será fácil. O São José vem de duas vitórias seguidas e pode, caso consiga se impôr no jogo em Porto Alegre, criar enormes dificuldades para o Caxias. Mas é natural que o clube grená seja favorito. Se repetir algumas boas atuações que teve na fase inicial, vai avançar às semifinais e encarar, provavelmente, o Inter.
Vídeo da Codeca
Março 20, 2008Postei esse vídeo da Codeca, empresa em que trabalho, no You Tube. Espero que funcione.
Homenagem a Rachel Corrie
Março 15, 2008Neste domingo, 16 de março, completam-se cinco anos da morte de Rachel Corrie. Alguém se lembra?
Rachel Corrie, uma garota norte-americana, pegou certo dia suas coisas e foi à Palestina para defender os palestinos da violência israelense. Em um protesto, no qual tentou impedir a demolição de uma casa, foi morta pelo exército israelense.
O caso ganhou pouca repercussão aqui. Lembro-me de Zero Hora, ignorando ou tentando deturpar a história. Seguiu a mídia conservadora norte-americana, buscando vender a idéia de que a garota era uma defensora do terrorismo.
A verdade, porém, é outra. Rachel Corrie, uma magricela branquinha, foi à Palestina lutar pela paz. Isso a tornou mais perigosa que qualquer terrorista, pelo menos na visão da direita que domina a mídia americana (e, também, a brasileira, gaúcha).
Segue um vídeo, com uma música de Billy Bragg dedicada à Rachel Corrie.
No vídeo do YouTube, há um comentário, com números de vítimas entre 29 de setembro de 2000 e 8 de fevereiro de 2008.
- 119 crianças israelenses mortas por palestinos;
- 982 crianças palestinas mortas por israelenses;
- 1.031 soldados israelenses mortos pelos palestinos;
- 4.528 soldados palestinos mortos pelos israelenses;
- 6.845 israelenses feridos;
- 31.815 palestinos feridos;
- Nenhuma casa israelense demolida pelos palestinos;e
- 18.147 casas palestinas demolidas pelos israelenses.
São apenas números, portanto não aparecem nos nossos jornais ou revistas. Não se inserem dentro da linha editorial.
Para onde vai a Veja?
Março 11, 2008
A revista Veja é a de maior circulação entre as revistas tradicionais, de jornalismo e atualidades, do país. Mas para onde vai a Veja? A capa desta semana mostra que a revista resolveu, em vez de apostar em jornalismo, em agradar a seus leitores, cada vez mais de extrema direita.
É uma pena. Ao adaptar os fatos ao seu ponto de vista – ou usando apenas os fatos que se adaptam ao seu pensamento único -, a Veja da um ponta-pé e manda para bem longe o bom jornalismo.
Os bons números da Festa da Uva
Março 9, 2008A Festa da Uva de 2008, a 27ª edição, pode ser considerada um sucesso. Atraiu um grande número de pessoas – possivelmente mais de 1 milhão, segundo os organizadores -, contou com uma boa alternativa de shows e uma organização eficaz. O desfile também foi bom, embora nem sempre seja possível contendar a todos.
A limpeza da parque também chamou a atenção – mas neste caso sou suspeito para falar, já que trabalho na Codeca. Cito apenas exemplo. Na noito de domingo passado, trajando uma camisa da COdeca, fui ao parque porque queria fazer uma foto do mirante com a cidade ao fundo. Uma senhora me abordou e elogiou a limpeza.
A Festa da Uva volta a ser realizada em 2008. Espero ter novidades até lá.
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Quanto ao futebol de Caxias do Sul, as coisas vão mal. No sábado, o Juventude ganhou a duras penas do fraco Guarany de Bagé. No domingo, o Caxias perdeu para a Ulbra. Nenhum dos dois times promete grande coisa.
Violência e mais violência
Março 6, 2008O ódio se auto-alimenta.
Na semana passada, Israel invadiu Gaza e matou mais de 100 pessoas – entre militantes do Hamas, civis e crianças.
Nesta noite, um atirador (ou mais) entrou num seminário em Jerusalém e abriu fogo. Matou pelo menos oito e feriou vários outros.
Na saída, várias israelenses radicais gritaram “queremos vingança, queremos vingança”, segundo o jornal inglês The Guardian. Certamente serão atendidos, não por Deus, mas pelo governo israelense e seu exército.
E assim, a roda da violência gira e ganha velocidade.
Isso me faz lembrar de Rachel Corrie, cuja morte completa cinco anos no domingo, dia 16 de março. Defensora da paz, foi morta pelo exército israelense. E esquecida pela mídia e pelas pessoas – só um pequeno grupo se lembra dela.
Mas um dia o homem evoluirá e chegará aos pés de Rachel Corrie – ou não chegará a lugar algum.
A política da guerra
Março 4, 2008Há países e governos que, entre negociar a paz e fazer guerra, optam sempre pela segunda. Muitas vezes, por questão de convicção. E quando a primeira, a negociação de paz, está prestes a ter bons resultados, eles dão um jeito de acabar com a estratégia, pelo risco que ela impõe.
Estados Unidos e Israel são os principais seguidores dessa idéia. Na América do Sul, também temos um país fã dessa estratégia – a Colômbia, de Álvaro Uribe. As negociações para a liberação de sequestrados das Farc estavam indo bem e provavelmente assegurariam a libertação de vários, inclusive de Ingrid Bittencourt.
O que Uribe fez? Usou bombas para acabar com o processo. Os senhores da guerra não gostam de negociações de paz, a menos que as conversas sejam para iludir a platéia.
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Por que a mídia brasileira, pró-americana e pró-israelense, está 100% a favor de Álvaro Uribe nesta disputa?
O timing do ataque israelense
Março 3, 2008A mídia não fala nada sobre isso, mas os sinais estão aí.
Na semana passada, os Estados Unidos posicionaram um navio de guerra diante do Líbano, visando intimidar o país. O alvo, agora não há mais dúvidas, é o Hizbolah, o grupo que impôs a Israel derrotas no passado.
Dias depois, Israel começou a ofensiva na Faixa de Gaza, matando, até agora, centenas de civis.
Ou seja, quando os Estados Unidos posiconaram o navio de guerra próximo ao Líbano, o objetivo era protejer Israel de um possível ataque do Hizbolah. Tudo para que Israel pudesse atacar a Faixa de Gaza sem se preocupar com o Hizbolah.
Holocausto palestino
Março 1, 2008Na sexta-feira, o vice-ministro israelense da Defesa anunciou que os palestinos sofreriam um “holocausto”. A Folha de S. Paulo atenuou, trocando o termo por “desastre” na manchete, mesmo sabendo que uma alta autoridade não cometeria esse erro semântico. Mas os jornais não costumam ser um reflexo da realidade, tentam adaptá-la as suas convicções, a sua ideologia.
Neste sábado, ficou claro que o vice-ministro israelense da Defesa sabia exatamente o que estava falando: mais de 50 palestinos morreram em ataques aéreos.
O caso me faz lembrar de um ditado: o pior cego é aquele que não quer ver.
Escrito por luizerbes
Escrito por luizerbes
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