Vencer no começo de uma competição é sempre importante, não apenas pelos pontos conquistados (vitais numa fase curta como é esse turno do Gauchão). É ótimo por dar confiança ao grupo. E, no caso de um grupo em formação, disputando seu primeiro jogo profissional, tem uma relevância maior, por ajudar a dirimir dúvidas e sinalizar que, o que parecia negro na mente de alguns, pode assumir as cores da esperança.
O Caxias venceu e convenceu. Fez 2 a 0, mostrou um bom futebol e soube aproveitar os erros do adversário – o que, antes de demérito, é um elogio. Ganhou, assim, os merecidos aplausos no final.
O primeiro tempo teve equilíbrio. O Caxias começou melhor, criou chances de marcar. A partir dos 20 minutos, porém, o Ypiranga passou a controlar as investidas grenás e o gol, que parecia próximo no início, virou uma miragem.
No segundo tempo, o Caxias voltou a pressionar, tal como fizera no começo da partida. Levou perigo em uma cobrança de falta. Em seguida, foi beneficiado por um pênalti bobo, em que um atacante do Ypiranga interceptou a bola com a mão na área. Mateus cobrou e coverteu: 1 a 0. O time de Ypiranga buscou sair para o jogo, mas antes que conseguisse algo Paraná, num belíssimo chute, ampliou para 2 a 0.
Depois disso, o Ypiranga perdeu a cabeça – teve um jogador expulso, outro que fez uma falta criminosa e não fui – e o Caxias soube controlar o jogo, sem traumas. Até poderia ter ampliado, mas o 2 a 0 estava de bom tamanho para a estreia.
Agora, o time encara dois desafios fora de casa: o Lajeandense (que venceu o Grêmio, no Olímpico) e o São Luiz (que derrotou o Pelotas na Boca do Lobo). Jogos indigestos. Pelo menos o Caxias encara os dois adversários animado pela boa estreia – mas ainda sem saber se terá Rafael Santiago, vítima de uma entrada violenta de Éder Gaúcho.