Publicado por: luizerbes | janeiro 28, 2012

O PSDB e a tolerância social zero

Um parágrafo de um texto de Kennedy Alencar, colunista da Folha.Com e da Folha de S.Paulo, sobre o PSDB, a questão do Pinheirinho e o que ele chama de tolerância social zero:

“O governo de São Paulo tem entendido bons resultados na segurança pública como uma aval para praticar a tolerância social zero. Na administração do cordial Geraldo Alckmin, houve violência policial exagerada contra estudantes, ação desastrada da PM na cracolândia paulistana, dirigente da CDHU culpando moradores pelos defeitos de habitações populares e um atentado contra os direitos humanos no Pinheirinho.”

Leia o texto aqui.

Publicado por: luizerbes | janeiro 27, 2012

Seis recomendações para beneficiar a mídia local

Outro dia eu ouvi, num painel no Youtube, essas seis recomendações para aumentar a diversidade da produção da mídia, melhorar a competividade e beneficiar o público com um jornalismo melhor:

1) Isentar as organizações de mídia de impostos no início de suas operações, permitindo que elas se estruturem e tenham condições de produzir conteúdo;

2) Estimular as fundações a doarem dinheiro também para pequenas associações de mídia;

3) Reestruturar o sistema de rádio e TV, a ponto de beneficiar a produção de um conteúdo local;

4) A produção, por parte das Faculdades de Jornalismo, de conteúdo. O foco não seria apenas ensinar, mas também fazer jornalismo;

5) Maior disponibilização de conteúdo público, com maior acesso a informações das administrações na Internet; e

6) Criação de fundo federal, com administração independente, para auxiliar no desenvolvimento de organizações de mídia que priorizem a produção de conteúdo local.

Essas recomendações foram feitas por Leonard Downie, um ex-executivo do Washington Post, e buscam melhorar a produção e a diversidade de conteúdo nos Estados Unidos. Sim, isso nos Estados Unidos, palco do neoliberalismo e da livre concorrência.

Por aqui, enquanto isso, a grande mídia se opõe a qualquer regulamentação. Imagina, então, quando alguém falar em usar dinheiro público para financiar a produção de conteúdo jornalístico independente, sem os tradicionais controles exercidos na grande mídia.

Publicado por: luizerbes | janeiro 26, 2012

Fotos de Juventude 3 x 0 Pelotas

Publicado por: luizerbes | janeiro 26, 2012

SER Caxias: Contra a expectativa ruim, duas vitórias

Antes da estreia no Gauchão, havia muitas dúvidas sobre o potencial do time da SER Caxias. Por parte de torcedores, da mídia e até dos dirigentes (sempre falavam em cautela, em um time em formação). Ninguém cravou a previsão: a equipe vai largar bem na competição, se impor em campo e conquistar vitórias.

Os jogos mostraram uma realidade que ninguém ousou prever – ou arriscar prever. Na estreia, o Caxias convenceu. Começou bem contra o Ypiranga, quase marcou e viu o rival equilibrar o jogo; na etapa final, no entanto, o time grená se impôs, fez 2 a 0. Não foi o suficiente para apagar as dúvidas, já que o rival teve parte da culpa pelo resultado (o pênalti que resultou no primeiro gol foi infantil).

A vitória contra o Lajeadense, fora de casa, na inauguração do novo estádio em Lajeado, parece acabar com essa dúvida. Com um ótimo primeiro tempo, o Caxias se impôs, mandou no jogo (pelo assim contam os que estavam lá). Fez 2 a 0 e terminou a rodada na liderança.

Agora, encara o São Luiz, em Ijuí, em outro confronto complicado. Depois tem o Santa Cruz e Juventude em casa.

Para quem temia o fogo do inferno, o futuro se insinua colorido.

Publicado por: luizerbes | janeiro 25, 2012

Cinema: o original e a versão americana

Você assistiu a “72 horas”, com Russell Crowe no papel do marido que, após não ver perspectiva de obter a liberdade da mulher, resolve planejar a fuga dela da prisão? Pois bem, o filme é baseado em “Pour Elle”, francês, tem a mesma história e uma sequência quase igual de acontecimentos. Mudam apenas alguns aspectos – talvez para evitar que a cópia seja muito pior.

Lembrei de “Pour Elle” – e “72 Horas” – com as constantes chamadas publicitárias em alguns canais a cabo do filme “Os Homens que não amavam as mulheres”. Mais ou menos um ano atrás eu assisti à trilogia sueca de “Millenium”. Três bons filmes, baseados na obra Stieg Larsson, sucesso de vendas no mundo inteiro. Agora, vem a versão enlatada, com Daniel Craig como protagonista e Rooney Mara como parceira (e indicada ao Oscar pelo papel).

Essa história é antiga: filmes bons produzidos em vários cantos do planeta são adaptados pelo cinema norte-americano. Não sei se é fato, mas tenho a impressão de que, há algum tempo, a versão ianque era uma adaptação, mantendo certa fidelidade ao enredo e, muitas vezes, mudando o desfecho. Lembro de “Nikita”, que virou a “A assassina”, embora não haja termos de comparação com o original francês.

Mais recentemente, desconfio, essas versões são cada vez mais cópias semelhantes.  De “Pour Elle” para “72 horas”, mudam o país, o sistema carcerário, algumas cenas e o país de destino – mas a estrutura de sequências é muito semelhante. Parece um tentativa de ousar menos para acertar mais – até porque as versões são de filmes que deram certo.

Publicado por: luizerbes | janeiro 24, 2012

Contra o Alzheimer, o livro ou o quebra-cabeças

Um estudo publicado pela revista ”Archives of Neurology” garante: ler livros, escrever ou tentar montar quebra-cabeças ajuda a evitar o Mal Alzheimer, uma das doenças da velhice. Ou seja, essas atvidades ajudam a manter o cérebro ativo.

A explicação dos cientistas: quem lê, escreve ou tenta por em ordem as peças de um quebra-cabeças têm menores níveis de proteína beta amiloide, vinculada com o Mal de Alzheimer. Quem fica vendo apenas TV, sem exercitar os neurônios, produz uma maior quantidade dessa proteína e tem mais propensão a ficar, digamos assim, caquético.

Então, que tal ler? Começa pelo texto sobre a pesquisa, publicada no site do Estadão (acesse aqui).

Publicado por: luizerbes | janeiro 24, 2012

O desemprego que só cresce no mundo

Em tempo sobre os tempos em que a gente vive, Slavo Zizek afirma que, com o aumento da produtividade resultado do Capitalismo,  ”a oportunidade de ser explorado em um emprego de longo prazo agora é experimentada como um privilégio” (leia aqui). Em outro ponto, o filósofo afirma que o mundo não conta mais apenas com “os desempregados temporariamente”, mas também aqueles ” que não podem mais conseguir emprego e estão permanentemente desempregados” – e permanentemente excluídos.

E, em tempos de crise, essa exclusão apenas aumenta. Segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o mundo tem hoje 27 milhões a mais de desempregados do que um 2007.  Para a OIT, o ideal seria a criação de 600 milhões de empregos na próxima década, para absorver aos novos trabalhadores que a cada ano entram no mercado (cerca de 40 milhões) e, com diz o texto da Folha,  ”lidar com o atual estoque de desempregados” (leia aqui).

Olhando para a economia mundial no atual momento, há pouca perspectiva de que esses empregos sejam criados. Aliás, apesar dos trilhões gastos para salvar sistemas bancários,  a crise persiste. Será que não o remédio receitado não está piorando o doente?

 

Publicado por: luizerbes | janeiro 23, 2012

O conservadorismo do Estado brasileiro

Darci Ribeiro, antropólogo, sociólogo, escritor e político, costumava dizer que  a elite brasileira sempre sacaneou os pobres. Essa elite, convém dizer, manda não apenas na esfera privada, domina também a esfera pública e tem tentáculos poderosos no Judiciário.

O caso da reintegração de posse de uma massa falida de um terreno conhecido como Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), é uma exemplo da elite ferrando com o povão. Esse conservadorismo reacionário beneficia, no caso específico, um especulador e, segundo leio, um notório devedor de impostos em detrimento de gente que vive na miséria. Tudo com a conivência da Justiça Paulista que, no caso, buscou inviabilizar um acordo com a operação.

Com a operação, combinada com a ação na Cracolândia, São Paulo parece se transformar num berço do novo conservadorismo reacionário brasileiro, o que levou o jornalista Xico Sá a escrever um post com o título “Panfleto por uma São Paulo menos reacionária“. Todo sob o comando do tucanato, que ostenta no nome do partido os termos “Social Democracia”.

Uma democracia se constrói com justiça social, não a base de cacetetes de fardados. O que se vê em São Paulo são resquícios claros da ditadura.

Publicado por: luizerbes | janeiro 23, 2012

Uma avaliação da estreia grená no Gauchão

Vencer no começo de uma competição é sempre importante, não apenas pelos pontos conquistados (vitais numa fase curta como é esse turno do Gauchão). É ótimo por dar confiança ao grupo. E, no caso de um grupo em formação, disputando seu primeiro jogo profissional, tem uma relevância maior, por ajudar a dirimir dúvidas e sinalizar que, o que parecia negro na mente de alguns, pode assumir as cores da esperança.

O Caxias venceu e convenceu. Fez 2 a 0, mostrou um bom futebol e soube aproveitar os erros do adversário – o que, antes de demérito, é um elogio. Ganhou, assim, os merecidos aplausos no final.

O primeiro tempo teve equilíbrio. O Caxias começou melhor, criou chances de marcar. A partir dos 20 minutos, porém, o Ypiranga passou a controlar as investidas grenás e o gol, que parecia próximo no início, virou uma miragem.

No segundo tempo, o Caxias voltou a pressionar, tal como fizera no começo da partida. Levou perigo em uma cobrança de falta. Em seguida, foi beneficiado por um pênalti bobo, em que um atacante do Ypiranga interceptou a bola com a mão na área. Mateus cobrou e coverteu: 1 a 0. O time de Ypiranga buscou sair para o jogo, mas antes que conseguisse algo Paraná, num belíssimo chute, ampliou para 2 a 0.

Depois disso, o Ypiranga perdeu a cabeça – teve um jogador expulso, outro que fez uma falta criminosa e não fui – e o Caxias soube controlar o jogo, sem traumas. Até poderia ter ampliado, mas o 2 a 0 estava de bom tamanho para a estreia.

Agora, o time encara dois desafios fora de casa: o Lajeandense (que venceu o Grêmio, no Olímpico) e o São Luiz (que derrotou o Pelotas na Boca do Lobo). Jogos indigestos. Pelo menos o Caxias encara os dois adversários animado pela boa estreia – mas ainda sem saber se terá Rafael Santiago, vítima de uma entrada violenta de Éder Gaúcho.

 

Publicado por: luizerbes | janeiro 22, 2012

Caxias 2 x 0 Ypiranga – fotos da vitória grená

Depois de um primeiro tempo equilibrado, o Caxias se impôs na etapa final, venceu por 2 a 0, gols de Mateus e Paraná, e conquistou a vitória na estreia no Gauchão de 2012. Uma ótima vitória diante das dúvidas que pairavam sobre o atual grupo grená. Confira algumas fotos.

Publicado por: luizerbes | janeiro 22, 2012

Gauchão – as primeiras surpresas

O Gauchão, que começou na quarta-feira com a quarta rodada (Novo Hamburgo 0 x 1 Inter), prosseguiu neste sábado, dia 21, com surpresas.

A maior delas foi protagonizada pelo Grêmio. Com os reforços em campo e grandes expectativas, alimentadas pela mídia da Capital (lembro da ZH, chamando para as cinco razões de o torcedor ir para o Olímpico), o tricolor sucumbiu diante do Lajeadense. Perdeu por 2 a 0. O resultado pouco significa em termos de classificação – até por que o Grêmio vai se recuperar -, mas resultou em inúmeros posts bem-humorados no Twitter.

O Juventude provocou a outra surpresa, embora o gol nos acréscimos apague um pouco o tropeço. Sim, tropeço. O time empatou em 2 a 2 com o Cerâmica, em Gravataí. O resultado não chega a ser desastroso mas o discurso de que um empate fora de casa é sempre bom não se sustenta diante da fragilidade do adversário.

Nos outros dois jogos, os mandantes se impuseram: o Novo Hamburgo venceu o São José, por 3 a 1, e o Cruzeiro derrotou o Santa Cruz, também por 3 a 1.

***

Neste domingo, teremos mais quatro jogos: Avenida x Internacional (17h), Veranópolis x Universidade, Pelotas x São Luiz (ambos às 18h) e Caxias x Ypiranga (19h30).

A minha expectativa é pelo jogo do Caxias. Como o time grená vai se comportar na sua estreia no Gauchão 2012?

Publicado por: luizerbes | janeiro 22, 2012

Sete questões sobre as eleições em Caxias do Sul

Eleições são eleições, com inúmeras variantes. A de Caxias do Sul têm várias delas, como:

1) que poder de transferência de votos terá o prefeito José Ivo Sartori, se houver a aliança PDT-PMDB?

2) Pepe Vagas vai se beneficiar, de alguma forma, com o boa avaliação do governo de Dilma Rousseff?

3) qual o peso de Assis Melo na eleição, já que o deputado vêm tendo um desempenho ativo no primeiro ano do mandato federal e comanda o principal sindicato trabalhador da cidade?

4) qual o papel da mídia no processo, que, ao que parece, vai submergir diante da propaganda oficial da prefeitura?

5) qual o papel da Internet (especialmente das mídias sociais) no processo?

6) quem está se preparando melhor para seduzir aquele bloco do meio – os 20% a 30% que oscilam de eleição para eleição?

7) qual o impacto do tema saúde no processo eleitoral?

 

Publicado por: luizerbes | janeiro 21, 2012

Cena do filme Paris, Texas, de Win Wenders

Essas é umas melhores cenas de “Paris, Texas”, um dos grandes filmes do diretor alemão Win Wenders.

PS.: Se você não viu o filme, talvez não seja interessante ver esse trecho. Ele conta parte da história, mas não toda.

Publicado por: luizerbes | janeiro 21, 2012

Nobel da Paz: prêmio por promover a Paz ou por distribuir terras?

Quando Ellen Johnson Sirleaf, a presidente da Libéria, ganhou o prêmio Nobel da Paz, no ano passado, todo o mundo ovacionou o fato de ela ter conseguido fazer uma transição para a paz após um conflito civil que vitimou milhares. Foi, todos disseram, um prêmio merecido.

Mas será que o prêmio foi apenas pelo trabalho em prol da paz? Entre 2006 e 2009, a presidente concedeu mais de um terço das terras da Libéria para investidores usarem para mineração, agricultura e outros projetos. Atualmente, mais de 7 milhões de acres estão sob concessão, grande parte delas dadas a grande grupos estrangeiros.

Em 2009 e 2010, por exemplo, a senhora Sirleaf conceceu 1,6 milhão de acres para uma empresa de exploração de petróleo da Malásia, subsidiária de um fundo sediado em Nova York. Mais de 1 milhão de pessoas vivem no local, e cerca de 150 mil serão afetadas diretamente nestes primeiros anos. Muitos vão perder suas casas, fazendas e até cemitérios e lugares sagrados vão ser removidos.

As informações acima estão num texto do New York Times (leia, em inglês, aqui).

***

Pelo visto, para ganhar o Nobel da Paz, você precisa fazer algo além de promover a paz. Ou, pelos, sinalizar que vai criar condições para um novo conflito no futuro.

Publicado por: luizerbes | janeiro 19, 2012

Como a Globonews mantém alguém desse tipo

O sujeito acima é Caio Blinder, há tempos em Nova York, há tempos defendendo a extrema-direita norte-americana e, que nos tempos em que Paulo Francis (também de direita, mas coerente) estava vivo, vivia sendo exposto ao ridículo. Como a Globonews mantém um sujeito desses?

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