Por vezes, não costumo me aprofundar muito nas mazelas nacionais, como corrupção, discussões políticas e debates, embora acalorados, que não levam a nada. Mas, embora sem ter me aprofundado em leituras de jornais, é possível se constatar algumas coisas.
1. A Justiça brasileira pode até ser cega, mas tem um olfato que sabe distinguir com perfeição quando há um poderoso na mira da polícia. Daniel Dantas e vários compadres, presos em uma operação da Polícia Federal, ficaram pouco tempo na cadeia. Um juiz do STF saiu em seu socorro rapidamente e Dantas, apesar das provas contra ele, ficou pouco tempo no xadrez. É bom ser poderoso e, com isso, ter acesso a homens poderosos.
2. A capa da Veja pede “Fala, Dantas”, acrescentando que o banqueiro na mira da Policia Federal pode esclarecer vários casos de corrupção, inclusive o mensalão. Se for verdade, cabe uma pergunta: como Daniel Dantas sabe tanto? Não será por que está também envolvido nas falcatruas?
3. O ministro da Justiça, o sempre interessado em holofotes Tarso Genro, fala muito, inclusive que a PF tem provas suficientes para colocar Dantas atrás das grades. Não deveria falar tanto, mas trabalhar para que a justiça funcione melhor no país em que pobres são tratados com o rigor da lei, enquanto ricos e poderosos são bajulados com as benesses da lei.
4. Em épocas de eleições, os jornais sempre sofrem pressão de leitores-eleitores. E sempre saem com essa: que, como recebem críticas de ambos os lados, estão realizando um bom trabalho. Pode até ser verdade, mas desconfio que nem sempre seja assim. Um exemplo do futebol: quando os dois times reclamam da arbitragem, não significa que o árbitro tenha tido um bom desempenho. Pelo contrário, é um sinal de que errou bastante, prejudicando ora um, ora outro.
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Estou lendo Philip Roth, “O Homem Comum”. Quando terminar, escrevo uma resenha no site Shvoong. Já tenho algumas resenhas lá, que podem ser lidas aqui.