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Maluco no trânsito

O episódio ocorreu na sexta-feira à noite, um pouco depois das 21h. Estava no meu carro, levando um colega para casa, após um trabalho.

Saí do colégio, segui em direção ao Centro de Caxias do Sul e peguei a Visconde de Pelotas. Num determinado momento, peguei a pista da esquerda para passar um ônibus. Logo depois, apareceu um taxista apressado e ligou o farol alto. Acelerei um pouco, para deixar o estressado passar. Meu colega não gostou e mostrou o dedo para ele.

Abri para ele passar. Então, ele alinhou do meu lado e começou a me xingar, com palavrões, dizendo para aprender a dirigir, a refazer a carteira de motorista.

Logo depois, ele acelerou o carro, cortou a frente de um outro veículo e foi-se embora.

Definitivamente, um maluco no trânsito caxiente, dirigindo o táxi placas INA-7449.

Para piorar, ele estava com um passageiro. Será que ele deu desconto por mau comportamento?

“Homem Comum”, do norte-americano Philip Roth, é um romance que parece prometer pouco, mas surpreende. O livro se aprofunda em questões sobre a morte, a fragilidade do corpo humano e sobre a banalidade da vida ao contar a história de um publicitário, sem nome no livro – o que dá a idéia de um homem comum, igual a milhares que habitam neste mundo, em jornadas na maior parte das vezes pouco memoráveis.

Leia mais no site Shvoong.

Chute do tempo

A previsão do tempo sempre sai com um ar de certeza nos jornais e sites. Mas, apesar de toda a tecnologia, com o uso de satélites sofisticados, a previsão muitas vezes se parece mais com um chute, com um grau de acerto bem menor do que aquele agricultor já de idade, que olha para o céu e diz o que vai ocorrer naquele dia ou no seguinte.

Para ilustrar, duas notícias do jornal Pioneiro, sobre o inverno de 2008.

Dia 17 de junho, matéria com o título “Previsão de estação rigorosa” afirma: “De acordo com o 8º Distrito de Meteorologia, a média de temperatura deste inverno de ficar 1ºC ou 2ºC abaixo da média do ano passado.”

Dia 15 de julho, matéria com o título “Sem La Niña, inverno deve ser mais quente que o normal”, diz: “Agora, os meteorologistas admitem que uma reviravolta pode estar em andamento. O resultado seria uma estação mais quente que o habitual, e não mais fria, como previam os modelos meteorológicos computadorizados.”

Curiosidade: a primeira previsão foi realizada numa semana de intenso frio; a segundo, numa semana de calor anormal para o mês de julho, costumeiramente frio.

***

Com o tempo louco dos últimos anos, com a Terra em um período de aquecimento, é melhor ficar com o pé atrás em relação a essas previsões. Apesar da tecnologia, parecem chutes de um boleiro perna-de-pau.

Por vezes, não costumo me aprofundar muito nas mazelas nacionais, como corrupção, discussões políticas e debates, embora acalorados, que não levam a nada. Mas, embora sem ter me aprofundado em leituras de jornais, é possível se constatar algumas coisas.

1. A Justiça brasileira pode até ser cega, mas tem um olfato que sabe distinguir com perfeição quando há um poderoso na mira da polícia. Daniel Dantas e vários compadres, presos em uma operação da Polícia Federal, ficaram pouco tempo na cadeia. Um juiz do STF saiu em seu socorro rapidamente e Dantas, apesar das provas contra ele, ficou pouco tempo no xadrez. É bom ser poderoso e, com isso, ter acesso a homens poderosos.

2. A capa da Veja pede “Fala, Dantas”, acrescentando que o banqueiro na mira da Policia Federal pode esclarecer vários casos de corrupção, inclusive o mensalão. Se for verdade, cabe uma pergunta: como Daniel Dantas sabe tanto? Não será por que está também envolvido nas falcatruas?

3. O ministro da Justiça, o sempre interessado em holofotes Tarso Genro, fala muito, inclusive que a PF tem provas suficientes para colocar Dantas atrás das grades. Não deveria falar tanto, mas trabalhar para que a justiça funcione melhor no país em que pobres são tratados com o rigor da lei, enquanto ricos e poderosos são bajulados com as benesses da lei.

4. Em épocas de eleições, os jornais sempre sofrem pressão de leitores-eleitores. E sempre saem com essa: que, como recebem críticas de ambos os lados, estão realizando um bom trabalho. Pode até ser verdade, mas desconfio que  nem sempre seja assim. Um exemplo do futebol: quando os dois times reclamam da arbitragem, não significa que o árbitro tenha tido um bom desempenho. Pelo contrário, é um sinal de que errou bastante, prejudicando ora um, ora outro.

***

Estou lendo Philip Roth, “O Homem Comum”. Quando terminar, escrevo uma resenha no site Shvoong. Já tenho algumas resenhas lá, que podem ser lidas aqui.

Fora de sintonia

Brasília parece um mundo à parte,  parece uma cidade isolada do Brasil. Os políticos que lá vivem parecem residir num casulo, imunes à realidade brasileira. Só isso não é capaz de explicar o que aprovam no dia-a-dia.  Deve haver outras razões.

Depois da Lei Seca, por exemplo, estão aprovando um nova para a Internet, criminalizando uma série de casos, impondo responsabilidades. O objetivo é nobre, mas o texto parece uma monstruosidade jurídica.

Desse jeito, na próxima eleição, vamos ter que condicionar o nosso voto. Vai merece a preferência quem jurar que vai a Brasília para não fazer nada. Afinal, é melhor pagar o sujeito para não fazer nada do que aprovar textos absurdos, como a Lei Seca e essa nova lei para a Internet. Sai mais barato e o Brasil sai ganhando.

E o nosso bolso vai agradecer.

Menos liberdades

Algumas leis, embora bem intencionadas, acabam tirando direitos de pessoas. É o caso da Lei Seca.

Outro exemplo: a discussão no Congresso que busca proibir a pirataria na Internet, tornando crime quem baixa música, filme, seriado por programas P2P. Novamente a intenção é boa, mas o resultado vai acabar, novamente, em excessos.

Daqui a pouco, vai ser mais vantajoso você assaltar uma loja do que baixar uma música. Você pode se incomodar menos.

Tudo pelo dinheiro

Quando entrou em vigor a Lei Seca, autoridades vieram com o velho blá-blá-blá de que estavam tentando reduzir o número de mortos nas estradas. Portanto, um objetivo nobre.

Quem acreditou pode se considerar um trouxa.

Na verdade, eles estão atrás do dinheiro do contribuiente.  Só no Estado, as multas de pessoas pegas com algo além de 0,3 miligramas de álcool no sangue já renderam R$ 352 mil.

***

Essa Lei Seca é um absurdo. Só uma comparação:

- se você for pego com 0,4 miligramas de álcool no sangue, vai receber uma multa de R$ 957,70, além de ter o carro retido e correr o risco de perder a licença de dirigir por um ano.

- se você dirigir a 190km/h e for pego, vai receber uma multa de R$ 574, além de ter carteira apreendida.

Quem dos dois acima representa um risco maior para a sociedade?

***

Não deixe as autoridades responder a pergunta acima, eles vão tentar te enrolar.

Bom começo grená

Empate, às vezes, siginfica perder dois pontos. Outras vezes, significa ganhar um e, tão importante quanto, impedir que o rival some os três. Por isso, acho que o empate do Caxias contra o J.Malucelli, em Curitiba, pode ser considerado bom. Não excelente, mas bom. Melhor, parece que o Caxias teve uma produção boa, mostrando que tem potencial.

Como o outro confronto do Grupo 16, entre Brasil-Pel e Metropolitano, também terminou com o placar de 1 a 1, está tudo igual na chave. Vantagem para o Caxias e o Metropolitano que atuaram fora.

Mas, cabe destacar, o ponto deste domingo só será valioso caso o Caxias vença o Brasil de Pelotas, nesta quarta-feira, no Centenário. Se vencer, o clube grená terá dado um bom passo rumo a classificação. Terá jogos difíceis pela frente, mas, com certeza, estará na briga.

Reação colorada

O Inter voltou a vencer, dizem que de forma convincente. Não vi o jogo, portanto não posso garantir, mas um 3 a 0 é um ótimo placar. Alex, com três gols, foi o destaque do jogo. Fez dois golaços, o primeiro e o terceiro, e converteu um pênalti inexistente em Nilmar. Outro que foi bem foi Taisson, garoto do qual falam maravilhas.

Já o Grêmio, sem Roger, sucumbiu diante do Botafogo. Levou 2 a 0. Victor, o goleiro tricolor, foi um dos destaques do confronto.

Assisti a Juventude 1 x 0 América-RN - convencionou-se a escrever a assim, embora a dinâmica da leitura sugerisso Juventude um, América-RN zero. Foi um jogo sofrível, um castigo para quem gosta de futebol. Teve pênalti mal cobrado, um juizinho puxando para um lado de forma escancarada, uma expulsão exagerada, um gol nos acréscimos.

Para o Juventude, foi ótimo. O time subiu a 18 pontos e está na vice-liderança. É muito ponto para pouco futebol.

Para o América-RN foi um castigo grande, depois de resistir por mais de 90 minutos.

Mas o futebol é assim, nem justo nem injusto. Apenas é assim.

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